Vacinação contra a dengue: por que os pais devem se antecipar

Especialistas alertam para a importância da imunização infantil e explicam as diferenças entre as doses nos sistemas público e privado

26 jan 2026 - 18h10

O cuidado com a saúde infantil exige atenção redobrada durante as mudanças climáticas atuais. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul emitiu um alerta muito importante. Com o aumento esperado de casos de dengue, a vacinação deve ser prioridade máxima. O objetivo é proteger os jovens antes que o vírus circule com mais força.

Confira a importância de vacinar as crianças contra a dengue
Confira a importância de vacinar as crianças contra a dengue
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Estamos entrando no período sazonal, quando o mosquito se reproduz de forma mais veloz. Vacinar agora significa reduzir drasticamente o risco de adoecimento nos próximos meses de calor. A prevenção é a melhor ferramenta para evitar complicações graves causadas pela doença viral. Acompanhe as orientações dos especialistas para garantir a segurança da sua família este ano.

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Vacinação no SUS: Quem pode receber a dose hoje?

O Sistema Único de Saúde oferece a vacina com um foco bem definido no Brasil. O pediatra e membro do Comitê de Imunizações da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS),Juarez Cunha explica como funciona o esquema atual de proteção contra dengue. 

"Hoje, a vacinação pelo sistema público ainda não acontece em todos os municípios, nem no Brasil nem no Rio Grande do Sul. A estratégia do governo é ampliar gradualmente essa oferta para todos os municípios, mantendo o foco nos adolescentes de 10 a 14 anos", ressalta.

O foco atual do sistema público são os adolescentes de 10 a 14 anos. É fundamental que os pais procurem o posto de saúde para verificar a disponibilidade. Manter a carteira de vacinação atualizada é um dever de todos os responsáveis pelos jovens. A imunização pelo SUS segue rigorosos padrões de segurança e eficácia para a população.

Novas vacinas e a rede privada de saúde

Uma nova vacina do Instituto Butantan está começando a ser incorporada no território nacional. Inicialmente, ela será destinada aos profissionais que trabalham na atenção básica de saúde hoje. Depois, o foco será em adultos até 59 anos com ampliação para os jovens. Isso representa um avanço gigante na luta contra a dengue em todo o país.

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Na rede privada, a recomendação das sociedades médicas é muito mais ampla e abrangente. A vacina é licenciada para pessoas que tenham entre quatro e sessenta anos de idade. Clínicas particulares conseguem proteger um número bem maior de crianças e de adolescentes agora. Se o seu filho tem mais de quatro anos, a vacinação é altamente recomendada.

O momento estratégico para a imunização infantil

O pediatra Juarez Cunha destaca que o tempo é um fator crucial nesta luta. Vacinar agora prepara o sistema imunológico antes do pico de circulação do mosquito transmissor. Não adianta esperar o surto começar para procurar a proteção necessária para seus filhos. O corpo precisa de tempo para produzir os anticorpos que combatem a infecção eficazmente.

A vacinação também reduz a chance de transmissão dentro do próprio ambiente familiar atual. Uma criança protegida ajuda a quebrar o ciclo de espalhamento da doença na comunidade. Consulte o pediatra de confiança para avaliar a melhor indicação para o seu filho. Ele saberá orientar sobre as doses e os intervalos necessários para cada idade específica.

Medidas de prevenção: O mosquito não pode nascer

Embora a vacina seja um avanço incrível, ela não substitui os cuidados básicos diários. O combate ao mosquito Aedes aegypti continua sendo uma tarefa de toda a sociedade. As recomendações de higiene ambiental seguem fundamentais para evitar a proliferação do inseto transmissor. Confira as ações práticas que você deve realizar na sua casa todas as semanas:

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  • Elimine focos de água parada em vasos de plantas e pneus velhos.

  • Mantenha todos os ambientes limpos e as caixas d'água sempre bem vedadas.

  • Use repelentes indicados para a idade da criança de forma regular e correta.

  • Instale telas em janelas e use mosquietiros em berços para proteção extra noturna.

Identificando os sinais: quando o alerta acende?

A dengue pode começar de forma silenciosa ou com sintomas parecidos com a gripe. Fique atento se a criança apresentar febre alta, dores nos olhos e muito cansaço. Manchas vermelhas pelo corpo e dores nas articulações são sinais claros da infecção viral. Em bebês, a irritabilidade excessiva e falta de apetite merecem atenção médica imediata hoje.

Não espere os sintomas agravarem para procurar o pediatra ou uma unidade de saúde. O diagnóstico precoce evita que a doença evolua para a forma hemorrágica mais perigosa. Quanto antes o tratamento começar, mais rápida será a recuperação total do seu filho. Mantenha a calma e observe qualquer mudança no comportamento ou na cor da pele.

Tratamento e cuidados: como ajudar na recuperação

Se a dengue for confirmada, o repouso absoluto é a primeira recomendação do médico. Não existe um remédio específico que cure o vírus de forma rápida e direta. O foco do tratamento é aliviar os sintomas e manter o corpo bem hidratado. A hidratação intensa com água, sucos e soro é fundamental para evitar complicações graves.

Nunca ofereça medicamentos com ácido acetilsalicílico ou anti-inflamatórios ao seu filho de jeito nenhum. Esses remédios podem aumentar o risco de sangramentos internos durante o ciclo da doença. Use apenas o que for prescrito pelo médico para controlar a febre e dores. Acompanhe a temperatura regularmente e ofereça refeições leves para fortalecer o organismo da criança.

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A importância do acompanhamento médico constante

Durante o tratamento, o retorno ao médico é essencial para monitorar as plaquetas do sangue. Exames frequentes ajudam a entender se o corpo está combatendo o vírus de forma correta. Se houver vômitos persistentes ou dor abdominal intensa, procure a emergência de forma urgente. A dengue exige paciência e um olhar atento de todos os pais e responsáveis.

O carinho e a atenção redobrada ajudam a criança a passar por este período. Após a recuperação, a criança deve continuar sendo protegida para evitar novas infecções futuras. Existem diferentes tipos do vírus da dengue circulando no Brasil ao mesmo tempo hoje. Ter tido a doença uma vez não garante imunidade contra os outros tipos existentes.

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