Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta segunda-feira, 4, a produção nacional do imunizante XCHIQ, a vacina Chikungunya recombinante atenuada, do Instituto Butantan.
A versão brasileira é desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva e está liberada para uso no país e poderá ser incorporada ao calendário vacinal do Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante é indicado para a prevenção da doença em pessoas de 18 a 59 anos que estejam em risco aumentado de exposição ao vírus Chikungunya.
A XCHIQ foi a primeira vacina a ser registrada contra a doença no mundo e é contraindicada para mulheres grávidas, pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas.
A vacina contra a Chikungunya foi aprovada pela Agência em abril de 2025, tendo as unidades da Valneva como locais registrados de produção. Com a decisão mais recente, o Instituto Butantan passa a ser oficialmente reconhecido como local de fabricação, podendo executar parte do processo produtivo em suas instalações, sempre mantendo os mesmos padrões de qualidade, segurança e eficácia.
Trata-se do mesmo imunizante, agora formulado e envasado no Brasil. A produção nacional deve facilitar a incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso da população.
O que é a Chikungunya?
A Chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, provocando epidemias significativas em países da América Central e em ilhas do Caribe.
No Brasil, a presença da doença foi confirmada laboratorialmente no segundo semestre de 2014, inicialmente nos estados do Amapá e da Bahia. Desde então, a transmissão se expandiu, e atualmente todos os estados registram circulação do vírus.