Influenciadora revela que dá whey e creatina para filha de 3 anos; especialista explica se há riscos

Carol Borba afirma que suplementação é exemplo de alimentação saudável dos pais

29 abr 2026 - 17h14
(atualizado às 17h34)
Carol Borba diz que filha de 3 anos toma whey e creatina
Carol Borba diz que filha de 3 anos toma whey e creatina
Foto: Reprodução/Instagram/@carolborba

A influenciadora digital Carol Borba, de 39 anos, contou durante uma entrevista ao programa Podshape, apresentado por Juju Salimeni e Diogo Basaglia, que inclui whey e creatina na alimentação diária de sua filha de três anos.

"Na internet, o povo cai matando em cima de mim. Já pesquisei, já me falaram [sobre os benefícios]", disse ao afirmar que recebe críticas de internautas por conta disso. Carol, que conta com mais de 3,4 milhões de seguidores nas redes sociais, é conhecida por ser uma personal trainer do YouTube e influenciadora do mundo fitness.

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Juju saiu em defesa de Carol: "Sabe o que é engraçado? Acham que você está errada em fazer isso, mas você estaria certa se tivesse dando chocolate, salgado, achocolatado em pó, né?."

De acordo com a influenciadora, a filha dela toma whey na mamadeira com leite antes de dormir ou pela manhã, bem como a creatina. Ela afirmou que o gesto é um exemplo de alimentação saudável repassados pelos pais e que, por este motivo, a pequena não é fissurada em doces.

Crianças podem consumir whey e creatina?

Natália Gallagher, chefe da nutrição do Samaritano Barra e do Hospital Vitória, explicou ao Terra que crianças e adolescentes saudáveis têm suas necessidades diárias de proteínas facilmente supridas por uma alimentação equilibrada, rica em alimentos como leite, ovos e carnes. 

"A American Academy of Pediatrics estabelece que crianças de 1 a 3 anos precisam de cerca de 13g/dia, enquanto adolescentes podem necessitar de 46 a 52g/dia. Fontes como leite, ovos, carnes e leguminosas são mais do que suficientes para suprir essa demanda", diz.

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Apesar de não existirem análises que comprovem danos renais ou hepáticos em crianças e adolescentes, é importante ter cautela ao oferecer suplementos como whey e creatina. Por isso, o monitoramento é crucial para quem já possui condições pré-existentes.

"O excesso de proteína nos primeiros anos de vida pode estar ligado a maior risco de sobrepeso e obesidade na infância tardia. As entidades alertam para o uso indiscriminado, riscos de adulteração, substâncias não declaradas e a associação com distúrbios de imagem corporal em adolescentes", afirma. 

O whey protein, por exemplo, tem aplicações benéficas em contextos clínicos específicos, tais como a desnutrição ou fórmulas infantis. O whey hidrolisado pode ser usado em fórmulas para bebês com alergias ou dificuldades digestivas. 

Já em adolescentes que praticam esportes com frequência, em caso de treinamento intenso e demanda proteica não suprida pela dieta, o whey também pode ser inserido na alimentação do dia a dia.

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"Estudos indicam que, a curto prazo, pode ser segura e auxiliar na melhora do desempenho e recuperação muscular. Contudo, a prioridade é sempre a alimentação integral", acrescenta a especialista.

Fonte: Portal Terra
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