A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, nesta segunda-feira, 4, a produção no Brasil da vacina contra chikungunya XCHIQ. Com a decisão, o imunizante poderá ser fabricado pelo Instituto Butantan e tem caminho aberto para ser incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra
Desenvolvida em parceria com a farmacêutica Valneva, a vacina já havia sido aprovada em 2025, mas era produzida apenas no exterior. Agora, o Butantan passa a atuar oficialmente na fabricação.
"Mais um marco importante para o Instituto Butantan e para a saúde da população. Ao executar a maior parte do processo de fabricação, o Instituto Butantan, por ser uma instituição pública, poderá entregar a vacina com um preço menor e mais acessível, com a mesma qualidade e segurança", disse Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.
Indicada para pessoas entre 18 e 59 anos com maior risco de exposição ao vírus, a vacina foi a primeira do mundo contra a doença. O uso, no entanto, não é recomendado para gestantes nem para pessoas imunossuprimidas.
Segundo os resultados publicados na The Lancet em 2023, 98,9% dos vacinados produzira anticorpos neutralizantes. Os eventos adversos foram leves, como dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre.
O imunizante já foi aplicado em cerca de 23 mil brasileiros desde fevereiro, na campanha piloto. Além do Brasil, a vacina foi aprovada no Caná, Europa e Reino Unido.
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya circula em todo o Brasil. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a doença somou cerca de 620 mil casos no mundo em 2025. No país, foram mais de 127 mil registros e 125 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde.