A mãe de uma criança de 3 anos, preocupada com os frequentes sangramentos no nariz da filha, procurou ajuda especializada ao notar algo branco e duro dentro do nariz da criança. Para a surpresa dela, e da odontopediatra Juliana Yassue, um dente estava crescendo dentro do nariz da menina. A condição é rara e afeta menos de 1% das pessoas. O caso aconteceu em Curitiba, no Paraná.
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O dente intranasal, como é chamado, precisou ser removido com cirurgia. Juliana conta que foi procurada pela mãe da criança, que já era sua paciente, após ela sentir incômodos. A menina tem displasia craniofrontonasal, que provoca malformações no rosto, além de ter fissura lábio-palatina.
“Eu atendo muitos pacientes complexos. A mãe me mandou uma mensagem um dia falando que o narizinho dela já estava sangrando fazia mais ou menos uma semana”, conta. A mãe tentou limpar o nariz da criança e sentiu algo estranho. Foi quando procurou a odontopediatra. “Eu falei para ela que poderia ser um dente e solicitei radiografias. Daí comprovei que era mesmo um dente”, explica a especialista.
Segundo a dentista, o dente “errou o caminho”, e ao invés de crescer dentro da boca, subiu para o nariz. O tratamento é feito com a extração cirúrgica.
“Eu optei por fazer em centro cirúrgico, porque é uma criança de 3 anos, é muito incômodo. E daí é perigoso a criança se mexer e aspirar o dente”, relata. A cirurgia foi feita com sucesso e a menina já está recuperada.
A condição é rara, mas essa não foi a primeira vez que Juliana se deparou com um caso assim entre seus pacientes. Ao compartilhar a história nas redes sociais, pais de crianças e outros profissionais se surpreenderam.
“Como eu atendo bastante crianças com fissura labiopalatina e com síndrome, acho que esse deve ter sido talvez o meu quarto ou quinto caso”, lembra a odontopediatra. O dente intranasal foi motivo de repercussão do perfil de Juliana e despertou curiosidade.
“Muita gente nem sabia que existe essa possibilidade. Mas eu não esperava que fosse tomar essa proporção. Bastante gente começou a compartilhar, entrou em contato comigo pra saber. Vários dentistas já experientes também me falaram que nunca tinham visto isso”, conta.
Para ela, o mais importante é conscientizar, tanto para os pais quanto para outros dentistas, para que conheçam a condição e saibam atuar em casos parecidos.