19 de agosto de 2026 (Bibliomed). A terapia hormonal utilizada para aliviar os sintomas da menopausa pode ajudar a melhorar a densidade óssea, ajudando a prevenir fraturas. É o que indica estudo apresentado no Encontro Anual da Sociedade de Endocrinologia (ENDO 2026).
Os pesquisadores realizaram um estudo de coorte retrospectivo com 387 mulheres na pós-menopausa que se submeteram a exames de densitometria óssea por DEXA entre 2021 e 2025 para avaliar a densidade mineral óssea. Todos os exames foram realizados pelo mesmo técnico certificado em densitometria óssea e analisados pelo mesmo densitometrista clínico para minimizar a variabilidade interoperatória.
Da coorte, 129 mulheres faziam uso de terapia hormonal na menopausa e 258 não. Não houve diferenças significativas em relação à idade, níveis de vitamina D e tempo decorrido desde a menopausa entre os dois grupos.
A partir das tomografias, os pesquisadores identificaram baixa densidade mineral óssea em quase metade das mulheres (186 indivíduos), mas foi quase duas vezes mais comum naquelas que não usavam terapia de reposição hormonal. No grupo que recebia a terapia, 1 de 129 (31,8%) apresentavam baixa densidade mineral óssea, em comparação com 145 de 258 (56,2%) do grupo controle.
As usuárias de terapia de reposição hormonal apresentaram densidade mineral óssea significativamente maior do que as não usuárias tanto na coluna lombar quanto no quadril — duas áreas em que fraturas são comuns em mulheres mais velhas.
No entanto, ela destacou que existem alguns riscos que as pessoas devem considerar antes de decidir optar pela terapia de reposição hormonal, como o fato de o estradiol ativar o revestimento uterino; portanto, o câncer uterino é um risco universal do tratamento com estradiol em mulheres que ainda possuem útero. Certas pacientes também podem apresentar maior risco de ataque cardíaco, derrame e câncer de mama. Esses riscos podem variar dependendo do histórico médico e da idade da paciente.
Fonte: Endocrine Society Annual Meeting (ENDO 2026).