Primeira fábrica do Brasil de curativos com pele de tilápia prevê 300 empregos no Ceará

Unidade será instalada em Jaguaribara, terá investimento superior a R$ 52 milhões e utilizará tecnologia desenvolvida pela UFC.

15 ago 2026 - 14h16
(atualizado às 14h32)

Jaguaribara, no Vale do Jaguaribe, receberá uma fábrica de curativos biológicos feitos com pele de tilápia liofilizada. Segundo o Governo do Ceará, a unidade será a primeira do gênero no Brasil.

Ceará terá primeira fábrica em larga escala de curativo feito de pele de tilápia.
Ceará terá primeira fábrica em larga escala de curativo feito de pele de tilápia.
Foto: Reprodução / Portal de Prefeitura

O empreendimento será implantado pela BIOTEC Medical Xenograft Engineering, em parceria com o Estado. A previsão da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE) é de investimento superior a R$ 52 milhões em três anos.

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As peles utilizadas serão provenientes da piscicultura do Açude Castanhão. A iniciativa dará uma nova finalidade a um subproduto do processamento do peixe, transformando o material em um produto farmacêutico.

Empregos e produção

Segundo o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Fábio Feijó, a fábrica deverá abrir 120 empregos diretos no primeiro ano. A projeção aumenta para 204 vagas no segundo e 300 postos no terceiro ano de funcionamento.

A capacidade prevista começa em 180 mil peles processadas mensalmente e poderá alcançar 400 mil unidades por mês no terceiro ano. Ainda conforme as projeções da SDE, o faturamento pode passar de R$ 58 milhões para aproximadamente R$ 130 milhões anuais.

A empresa espera destinar metade da produção ao mercado internacional, atendendo instituições de saúde da Europa, das Américas e da Ásia.

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Tecnologia desenvolvida no Ceará

O material passa por liofilização, processo que retira sua umidade, e esterilização por radiação gama. Esse tratamento permite conservar o curativo em temperatura ambiente. Antes da aplicação, a pele deve ser reidratada com soro fisiológico.

A tecnologia nasceu de pesquisas conduzidas pela Universidade Federal do Ceará, por meio do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos.

A UFC esclarece que a patente continua pertencendo à universidade e aos demais cotitulares. A BIOTEC recebeu uma licença para produzir e comercializar a tecnologia, sem transferência da propriedade intelectual.

Também participam do projeto o Instituto José Frota, o Instituto de Apoio ao Queimado, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, a SDE e a Agência de Desenvolvimento do Ceará.

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