Estudo publicado na iScience revelou que estímulos sonoros aleatórios durante o sono prejudicam a consolidação da memória e reduzem o tempo de sono profundo. O ruído inadequado encurtou as ondas cerebrais essenciais para reter informações, piorando o desempenho dos voluntários em testes cognitivos. Os autores ressaltam que o som só é prejudicial se aplicado incorretamente, pois estímulos sincronizados com o ritmo cerebral podem trazer benefícios sem afetar os mecanismos naturais do sono.
21 de outubro de 2026 (Bibliomed). Ouvir sons durante o sono nem sempre faz bem ao cérebro. Um estudo mostrou que estímulos sonoros aplicados de forma aleatória durante uma soneca podem prejudicar a consolidação da memória e reduzir a qualidade do sono profundo.
Os pesquisadores observaram que os participantes expostos aos sons passaram menos tempo na fase de sono profundo, conhecida como sono de ondas lentas, considerada essencial para armazenar informações aprendidas ao longo do dia.
Além disso, o desempenho em testes de memória foi inferior em comparação com pessoas que dormiram sem a estimulação sonora.
O estudo também revelou que as ondas cerebrais responsáveis pela consolidação da memória percorrem diferentes regiões do cérebro. Os sons aplicados aleatoriamente interromperam esse processo, tornando essas ondas mais curtas e menos eficientes.
Os pesquisadores ressaltam que os resultados não significam que toda estimulação sonora seja prejudicial. Técnicas cuidadosamente sincronizadas com a atividade cerebral podem trazer benefícios. O problema parece estar nos estímulos aplicados de forma inadequada, que podem interferir nos mecanismos naturais do sono.
Fonte: iScience. DOI: 10.1016/j.isci.2026.116589.