Contrariando a ideia de que se tornam inativos após a menopausa, um estudo com camundongos revelou que os ovários mantêm atividade biológica e passam a atuar no sistema imunológico. Com a idade, o tecido ovariano elevou a presença de células de defesa e ativou genes ligados à imunidade e inflamação. Embora restritos a animais, os achados se alinham a testes preliminares em tecidos humanos e podem mudar a compreensão sobre o envelhecimento feminino e os impactos da remoção cirúrgica dos ovários.
21 de outubro de 2026 (Bibliomed). Durante muitos anos acreditou-se que os ovários se tornavam praticamente inativos após a menopausa. Agora, um estudo experimental indica que esses órgãos podem continuar desempenhando funções importantes, especialmente relacionadas ao sistema imunológico.
Pesquisadores compararam ovários de camundongos jovens e idosos e observaram que, embora a capacidade reprodutiva diminua com a idade, o tecido ovariano permanece biologicamente ativo. Com o envelhecimento, os ovários passaram a apresentar maior atividade de genes ligados à imunidade e à inflamação.
Também foi identificado aumento da presença de células de defesa, como linfócitos e macrófagos, sugerindo que o órgão possa exercer um novo papel após o fim da fase reprodutiva.
Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores alertam que o estudo foi realizado em animais. Ainda não há confirmação de que o mesmo processo ocorra nas mulheres, embora pesquisas iniciais em tecidos humanos apontem mudanças semelhantes.
A descoberta pode ampliar o conhecimento sobre o envelhecimento feminino e ajudar a compreender melhor os possíveis efeitos da retirada cirúrgica dos ovários após a menopausa.
Fonte: Molecular Human Reproduction. DOI: 10.1093/molehr/gaag038.