Síndrome de Hashimoto: sintomas, diagnóstico e tratamento

Entenda o que é a síndrome de Hashimoto, quais são os principais sintomas, como é feito o diagnóstico e o tratamento.

15 fev 2026 - 19h56

A síndrome de Hashimoto é uma doença autoimune que afeta diretamente a tireoide. Ela também é conhecida como tireoidite de Hashimoto.

Foto: Reprodução/Shutterstock
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Foto: Saúde em Dia

De acordo com a Dra. Paula da Rocha Jaskulski, médica especializada em endocrinologia e metabologia pela Unicamp, trata-se de uma inflamação autoimune crônica da glândula tireoide.

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A tireoide produz os hormônios T3 e T4, fundamentais para o metabolismo do corpo. Quando a glândula passa a funcionar menos, surge o hipotireoidismo.

Na síndrome de Hashimoto, o próprio sistema imunológico ataca a tireoide. Com o tempo, isso reduz a produção hormonal e afeta várias funções do organismo.

Sintomas da síndrome de Hashimoto

Quando o funcionamento da tireoide cai, o metabolismo desacelera. Segundo a Dra. Jaskulski, os sintomas mais comuns são:

  • Cansaço frequente.

  • Sonolência aumentada.

  • Alterações menstruais.

  • Redução da libido.

  • Dificuldade de concentração.

  • Constipação intestinal.

  • Pele ressecada.

  • Batimentos cardíacos mais lentos.

  • Queda de cabelo.

  • Retenção de líquidos e ganho de peso em torno de 3 kg.

Esses sinais costumam aparecer de forma progressiva. Muita gente demora para relacionar os sintomas à síndrome. Por isso, é importante procurar avaliação médica diante de vários desses sinais.

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Como é feito o diagnóstico da síndrome de Hashimoto?

Após o aparecimento dos sintomas, o próximo passo é investigar com exames. O principal exame de sangue é a dosagem de TSH.

O TSH é um hormônio produzido pela hipófise. Ele funciona como o "maestro" da tireoide.

A lógica é a seguinte, como explica a especialista:

  • Quando a tireoide reduz a produção de T3 e T4, o TSH aumenta.

  • Esse aumento tenta compensar a queda hormonal.

  • No começo, o corpo consegue manter certo equilíbrio.

  • Com o tempo, o esforço não basta mais.

Nesse ponto, os níveis de T3 e T4 caem de forma mais acentuada. É o chamado hipotireoidismo franco.

Além do TSH, normalmente o médico também solicita T3, T4 e anticorpos específicos. Assim, é possível confirmar a síndrome de Hashimoto e sua fase.

Síndrome de Hashimoto tem cura?

A doença é considerada crônica e não tem cura definitiva. Mas o tratamento costuma ser eficiente para controlar os sintomas. Segundo Paula da Rocha Jaskulski, o tratamento base é a reposição hormonal com levotiroxina.

A dose varia conforme cada paciente. Muitas vezes, são necessários ajustes ao longo do acompanhamento. Existem especulações sobre substâncias que poderiam reduzir o ataque às células da tireoide. Entre elas, selênio e vitamina D.

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Porém, a endocrinologista lembra que os estudos ainda não comprovaram esse benefício.

Ou seja, não existe consenso científico sobre essas estratégias.

Alimentação e cuidados no dia a dia

Conviver com a síndrome de Hashimoto também exige atenção à alimentação.

Alguns alimentos devem ser consumidos com moderação.

A médica cita exemplos como:

  • Couve-flor.

  • Soja.

  • Nabo.

Esses alimentos são ricos em isoflavonas e tiocianato. Essas substâncias podem reduzir a absorção intestinal de iodo.

Em teoria, isso poderia acelerar a progressão do hipotireoidismo em alguns casos. Por isso, o consumo deve ser equilibrado, nunca exagerado.

É importante reforçar: não é necessário cortar tudo completamente. O ideal é sempre seguir orientação individual de um profissional de saúde.

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Estilo de vida e proteção da tireoide

Além de medicamento e alimentação adequada, o estilo de vida faz diferença. A Dra. Jaskulski ressalta a importância de hábitos saudáveis para quem tem a síndrome.

Entre as recomendações estão:

  • Manter rotina de atividade física regular.

  • Adotar alimentação balanceada.

  • Reduzir ou evitar excesso de álcool.

  • Abandonar o tabagismo.

  • Cuidar do controle do estresse.

Essas medidas ajudam a proteger o organismo como um todo. Também evitam a piora do quadro e a evolução mais rápida da doença.

Quando procurar um endocrinologista?

Se você apresenta vários dos sintomas citados, vale buscar avaliação médica. Principalmente se houver casos de problemas na tireoide na família.

O endocrinologista é o especialista indicado para investigar a síndrome de Hashimoto. Ele poderá solicitar exames, definir o tratamento e orientar o acompanhamento. Quanto antes o diagnóstico é feito, melhor o controle dos sintomas. E maior a chance de manter sua qualidade de vida.

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