Setembro Amarelo: o papel dos exercícios físicos na saúde mental

Atividade física pode contribuir para o bem-estar emocional, mas não substitui acompanhamento profissional em casos de sofrimento psíquico

9 set 2026 - 19h28
Resumo
No contexto do Setembro Amarelo, a prática regular de exercícios físicos destaca-se como importante aliada do bem-estar mental, auxiliando na redução do estresse, na melhora do humor e na socialização. Embora caminhar, nadar ou dançar contribua para o autocuidado mesmo em intensidades leves, o movimento não substitui o tratamento médico ou psicológico. Diante de sofrimento emocional persistente e sinais de alerta, a busca por apoio profissional especializado continua sendo indispensável.

Setembro é marcado pelo Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio e a importância de cuidar da saúde mental. O tema também chama atenção para hábitos que podem contribuir para o bem-estar.

Veja como os exercícios físicos impactam sua saúde mental
Veja como os exercícios físicos impactam sua saúde mental
Foto: Shutterstock / Sport Life

Entre eles está a prática de exercícios físicos.

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Caminhar, correr, pedalar, nadar ou fazer musculação não são tratamentos isolados para problemas de saúde mental. Porém, manter o corpo ativo pode fazer parte de uma rotina de autocuidado e contribuir para diferentes aspectos do bem-estar.

Qual é a relação entre exercício físico e saúde mental?

Durante a atividade física, o organismo passa por mudanças que podem influenciar o humor e a sensação de bem-estar.

O exercício também pode ajudar a reduzir o estresse e favorecer o sono. Além disso, criar uma rotina de movimento pode contribuir para a disposição e para a percepção de qualidade de vida.

Esses efeitos variam de pessoa para pessoa. A intensidade e a frequência dos exercícios também precisam considerar o condicionamento físico de cada indivíduo.

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Não precisa começar com um treino pesado

Quem está parado há algum tempo não precisa começar com exercícios intensos.

Uma caminhada de alguns minutos já pode ser uma forma de inserir movimento na rotina. Com o tempo, a duração e a intensidade podem aumentar de acordo com a adaptação do corpo.

Outras opções também podem funcionar:

  • Caminhada.
  • Corrida leve.
  • Bicicleta.
  • Dança.
  • Natação.
  • Musculação.
  • Pilates.
  • Esportes coletivos.

O mais importante é encontrar uma atividade que seja possível manter com regularidade.

A rotina de exercícios também pode ajudar na socialização

A atividade física não envolve apenas o movimento do corpo.

Treinar em uma academia, participar de um grupo de corrida ou praticar um esporte coletivo também pode criar oportunidades de convivência.

Para algumas pessoas, esses momentos ajudam a diminuir o isolamento e a manter vínculos sociais.

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Isso não significa que o exercício sozinho seja capaz de resolver problemas emocionais. A socialização é apenas um dos possíveis benefícios associados a uma rotina mais ativa.

Exercício não substitui tratamento

Esse é um ponto importante durante o Setembro Amarelo.

Atividade física pode fazer parte de uma rotina saudável, mas não deve ser apresentada como tratamento para depressão, ansiedade ou outros transtornos.

Quem apresenta sofrimento persistente, perda de interesse pelas atividades, alterações importantes no sono ou no apetite, isolamento ou dificuldade para realizar tarefas do dia a dia deve procurar ajuda profissional.

Psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde podem avaliar cada situação e indicar o cuidado adequado.

Como começar a se movimentar?

Não existe necessidade de transformar a rotina de uma hora para outra.

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Começar aos poucos pode facilitar a adaptação. Uma caminhada curta, por exemplo, pode ser um primeiro passo para quem ainda não pratica exercícios.

Também vale escolher horários que sejam compatíveis com a rotina. Ter companhia pode ajudar algumas pessoas a manter a regularidade.

E, se houver alguma condição de saúde ou dúvida sobre qual exercício praticar, é importante buscar orientação profissional.

Atenção aos sinais de sofrimento

O Setembro Amarelo também reforça a importância de prestar atenção a mudanças no comportamento.

Falas sobre morte, desesperança ou desejo de desaparecer devem ser levadas a sério. Nessas situações, não é indicado minimizar o sofrimento ou dizer simplesmente para a pessoa "pensar positivo".

Escutar sem julgamentos e incentivar a busca por ajuda profissional são atitudes importantes.

Em uma situação de risco imediato, a pessoa não deve ficar sozinha. É necessário buscar atendimento de emergência.

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Movimento é parte do cuidado

Cuidar da saúde mental envolve diferentes aspectos. Sono adequado, alimentação, relações sociais, acompanhamento profissional quando necessário e atividade física podem fazer parte desse cuidado.

No Setembro Amarelo, falar sobre exercícios também é uma oportunidade para lembrar que saúde não é apenas desempenho, peso ou aparência.

O objetivo não precisa ser correr mais rápido ou levantar mais peso. Às vezes, simplesmente sair do lugar já pode ser um começo.

Mais do que buscar um treino perfeito, vale construir uma relação possível e sustentável com o movimento. E, quando existe sofrimento emocional, pedir ajuda também faz parte de cuidar de si.

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