Por que injeções para emagrecer não funcionam para todos?

Descubra por que as injeções não funcionam para todos e como a genética e as emoções afetam o tratamento

26 jun 2026 - 19h16
Resumo
As injeções para emagrecer, como o Ozempic, ajudam muitos a perder peso ao imitar hormônios que regulam apetite e saciedade. No entanto, até 30% dos pacientes têm pouca resposta ao tratamento, devido a fatores como genética, resistência à insulina e uso inadequado. Além disso, identificar o tipo de fome e um suporte terapêutico adequado podem ser essenciais para o sucesso. 🩺

Você toma remédio para emagrecer e não vê resultado na balança? As injeções como o Ozempic viraram uma grande tendência mundial. Elas ajudam muitos pacientes a perder gordura corporal. Mas o efeito não é igual para todos.

Veja os motivos que podem estar te impedindo de emagrecer mesmo tomando remédio
Veja os motivos que podem estar te impedindo de emagrecer mesmo tomando remédio
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Como o remédio para emagrecer age no corpo?

A semaglutida imita um hormônio natural do nosso intestino. Esse hormônio é liberado logo após as nossas refeições diárias. Ele ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue.

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Além disso, ele retarda o esvaziamento do seu estômago. Isso faz com que você se sinta saciado por mais tempo. O cérebro também recebe sinais para suprimir o seu apetite.

Por que algumas pessoas não têm resultado?

Apesar da eficácia, muitos pacientes não perdem peso significativo. A ciência chama essas pessoas de "não respondentes". Elas perdem menos de 5% do peso em seis meses.

As pesquisas mostram que isso afeta até 30% dos pacientes. Os motivos variam desde o uso incorreto até a genética.

Uso incorreto e a interrupção precoce

Muitas pessoas abandonam o tratamento logo no primeiro ano. Outras usam doses menores do que as recomendadas pelo médico. Isso impede que o efeito terapêutico adequado seja realmente alcançado.

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Problemas de metabolismo e sono ruim

A resistência à insulina pode bloquear a ação do medicamento. Distúrbios do sono também prejudicam o tratamento contra a obesidade. Dormir mal retarda a liberação do hormônio natural do corpo.

Uso de outros medicamentos contínuos

Alguns remédios causam ganho de peso como efeito colateral. É o caso dos corticosteroides e de alguns antidepressivos. Eles podem anular os efeitos positivos da injeção para emagrecer.

Papel da genética no tratamento

Curiosamente, as mulheres perdem mais peso com esses medicamentos. Os altos níveis de estrogênio explicam essa melhor resposta feminina. Esse hormônio melhora muito a sensibilidade à insulina no corpo.

Pacientes jovens e sem diabetes apresentam os melhores resultados clínicos. Mas a sua composição genética também pode atrapalhar o processo.

Variações genéticas e resistência

Cerca de 10% das pessoas possuem uma alteração genética específica. Essa variante causa uma verdadeira resistência ao hormônio da injeção. O corpo precisa de doses muito maiores para ter efeito.

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Existem também alterações em outros genes ligados ao nosso peso. Elas aumentam o risco de diabetes e pioram os efeitos colaterais.

Os quatro tipos de fome e a obesidade

A obesidade pode ter causas que o remédio não trata. O nosso corpo funciona com quatro tipos distintos de fome. Identificar o seu tipo exato é essencial para o sucesso.

Fome de queima lenta e fome intestinal

A queima lenta é o mínimo de calorias que precisamos. Exercícios de força ajudam a aumentar esse gasto natural. Já a fome intestinal exige uma dieta rica em proteínas.

Fome cerebral e fome emocional

A fome cerebral acontece por puro hábito ou muito estresse. Trocar a medicação por opções duplas pode ser mais útil. Já a fome emocional exige um apoio psicológico adequado.

O remédio não trata a ansiedade que gera a compulsão. A terapia cognitivo-comportamental é fundamental para esses pacientes específicos. O futuro da medicina busca tratamentos exatos para cada perfil.

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