SUS inicia testes com canetas emagrecedoras em hospital do RS

Estudo acompanhará 250 pacientes com obesidade grave para avaliar a efetividade, a segurança e o custo do tratamento

26 jun 2026 - 19h25
Guilherme Henrique Panichi, de 39 anos, foi o primeiro paciente a receber caneta emagrecedora pelo SUS.
Guilherme Henrique Panichi, de 39 anos, foi o primeiro paciente a receber caneta emagrecedora pelo SUS.
Foto: Rafael Nascimento/Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira (26) um projeto-piloto que oferece gratuitamente semaglutida, princípio ativo das chamadas canetas emagrecedoras, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa começou no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), e atenderá gratuitamente 250 pacientes, com obesidade grave ou outras comorbidades, que já são acompanhados pela instituição.

Batizado de Real-Bari, o estudo é voltado a pacientes que aguardam cirurgia bariátrica e precisam perder peso antes do procedimento. Ao longo de dois anos, médicos vão avaliar a eficácia do tratamento, a qualidade de vida dos participantes, os custos e a viabilidade de incorporar a terapia ao SUS.

Publicidade

“O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde. Estamos estimulando estudos nessa tecnologia para que o país se aprimore, cada vez mais, da sua produção e oferta de forma segura. Nesse primeiro momento, ela é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e até mesmo para tratamento de cânceres”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo o Ministério da Saúde, 91% dos pacientes com obesidade no GHC apresentam a forma mórbida da doença e apenas 47% têm condições clínicas para cirurgia bariátrica. 

A pesquisa também analisará indicadores como perda de peso, resultados de exames e condições clínicas após a cirurgia. A expectativa é reunir evidências sobre o uso da semaglutida na rede pública.

O primeiro paciente a receber a medicação foi o motorista de aplicativo Guilherme Henrique Panichi, de 39 anos. A primeira aplicação foi realizada ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em evento nesta sexta-feira (29).

Publicidade

Para participar do estudo, o paciente deve estar em acompanhamento no GHC, ter diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano, comprovar que dieta e atividade física não surtiram efeito e ser capaz de aplicar a medicação sozinho ou com auxílio de um cuidador.

Fonte: Portal Terra
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se