EUA atacam o Irã em resposta a ataque a navio de carga no Estreito de Ormuz

26 jun 2026 - 21h16

As Forças Armadas dos ‌Estados Unidos atacaram o Irã nesta sexta-feira em resposta a um ataque com drone iraniano contra um navio de carga no Estreito de Ormuz, com cada país acusando o outro de violar os termos de um cessar-fogo acordado na semana passada.

O Comando Central dos EUA informou que aeronaves atacaram locais de armazenamento de mísseis e drones, além de estações de radar costeiras, ⁠e uma autoridade norte-americana declarou que a operação havia sido concluída.

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O Irã informou que um projétil ‌atingiu a área ao redor de um cais em Sirik, no sul do país, e que forças navais iranianas responderam atacando alvos militares dos EUA na região.

Em outros lugares, no entanto, ‌houve sinais de progresso, já que Israel e o ‌Líbano assinaram um acordo para pôr fim aos combates entre israelenses e o Hezbollah, ⁠grupo apoiado pelo Irã.

Os dois lados apresentaram o acordo como um passo inicial que exige o desarmamento do Hezbollah e a retirada das tropas israelenses do Líbano, mas não ficou claro como ele deve ser cumprido. O Hezbollah afirmou que não vai cooperar.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, antes visto como cético em relação à intervenção dos EUA no Irã, mas agora uma ‌figura-chave do governo Trump no conflito, afirmou que os norte-americanos honraram o acordo de cessar-fogo, também ‌conhecido como memorando de entendimento.

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"O ⁠Irã assinou um acordo ⁠de cessar-fogo. Nós o honramos", disse Vance no X. "Se houver divergências sobre como o Memorando de Entendimento está ⁠sendo aplicado, basta pegar o telefone", acrescentou.

A mídia estatal ‌iraniana, citando uma fonte militar ‌não identificada, noticiou o ataque ao porto de Sirik após uma explosão ter sido ouvida no local. A fonte afirmou que vários tiros de advertência haviam sido disparados de Sirik contra embarcações que violaram os regulamentos do Estreito de Ormuz cerca de cinco ⁠horas antes, acrescentando que dois mísseis de advertência também haviam sido lançados da área vizinha de Karpan em direção à via navegável estratégica.

A Guarda Revolucionária afirmou que, em resposta, sua marinha "atacou os locais onde as forças militares terroristas dos EUA estão estacionadas na região" e advertiu que quaisquer novos ataques dos EUA seriam respondidos ‌com uma reação mais ampla, de acordo com o comunicado divulgado pela mídia estatal.

O acordo de cessar-fogo concede ao Irã o controle sobre o tráfego marítimo no estreito, ressaltou a Guarda ⁠Revolucionária.

"No entanto, os Estados Unidos, ao provocarem em várias frentes, procuraram violar esse compromisso, e a resposta necessária foi dada e continuará a ser dada. Se a agressão se repetir, nossa resposta será mais ampla do que esta", afirmou a Guarda Revolucionária.

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PREÇOS DO PETRÓLEO CAEM

Antes do recrudescimento da violência, os preços do petróleo caíram cerca de 3% nesta sexta-feira, a caminho de perdas semanais acentuadas, em resposta à saída de petroleiros do Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto dos suprimentos globais de petróleo e gás natural liquefeito.

A Saudi Aramco retomou o carregamento de petróleo bruto em seu terminal de Ras Tanura, no Golfo — o maior porto petrolífero do mundo —, após uma paralisação de quase quatro meses, segundo dados de transporte marítimo.

Os embarques de fertilizantes pelo estreito também aumentaram, ajudando a amenizar as preocupações com um aumento repentino nos preços globais dos alimentos.

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