A Guarda Revolucionária do Irã disse ter atacado alvos militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, em resposta a um bombardeio realizado pelas forças americanas na noite desta sexta-feira (26), menos de 10 dias depois da assinatura de um acordo de cessar-fogo entre os dois países.
"Se a agressão se repetir, nossa resposta será maior do que essa", disse a Guarda Revolucionária, segundo a emissora estatal Irib. Horas mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia acusado o Irã de violar a trégua e lançar pelo menos "quatro drones de ataque" contra navios em trânsito no Estreito de Ormuz.
Uma dessas aeronaves, de acordo com Trump, "atingiu em cheio a ponte superior de um grande e caríssimo navio de carga", mas a embarcação "conseguiu prosseguir com a navegação". Na sequência, os Estados Unidos bombardearam depósitos de mísseis e de drones iranianos e radares costeiros, segundo o Comando Central americano (Centcom).
"O Irã assinou um acordo de cessar-fogo. Nós o respeitamos.
Se eles tiverem objeções sobre os modos de implementação do memorando, podem pegar o telefone e ligar. Mas responderemos à violência com violência", disse o vice-presidente dos EUA, JD Vance, no X.
A troca de agressões levanta novas dúvidas sobre o futuro do acordo preliminar assinado por Washington e Teerã, enquanto negociadores tentam concluir um pacto definitivo dentro de 60 dias para colocar um ponto final na guerra iniciada por EUA e Israel em 28 de fevereiro.
O memorando firmado na semana passada prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico, porém o Irã alertou que navios só podem transitar pela via mediante autorização e utilizando rotas pré-determinadas. .