O que muda com as novas regras da Anvisa para uso da cannabis medicinal no Brasil?

A decisão amplia o leque de possibilidades de acesso por pacientes a medicamentos à base de cannabis

28 jan 2026 - 16h26
Resumo
Anvisa aprovou novas regras para cannabis medicinal no Brasil, permitindo maior acesso a medicamentos, ampliação de usos e flexibilização em plantio e publicidade, com validade inicial de seis meses.
Anvisa liberou venda de produtos feitos com cannabis para uso medicinal em farmácias
Anvisa liberou venda de produtos feitos com cannabis para uso medicinal em farmácias
Foto: Tiago Queiroz/Estadão / Estadão

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira, 28, uma resolução com novas regras para a produção de cannabis medicinal no Brasil. A decisão, na prática, amplia o leque de possibilidades de acesso por pacientes a medicamentos à base de cannabis. 

A definição de regras atende a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, em novembro de 2024, determinou a regulamentação do plantio da cannabis, desde que voltado exclusivamente para fins medicinais e farmacológicos.

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O que muda? 

Com as novas regras, passa a ser permitida, por exemplo, a comercialização de medicamentos para uso bucal, sublingual e dermatológico baseados na cannabis. Antes, apenas os de uso oral e inalatório podiam buscar registro para venda no País.

A Anvisa decidiu, também, que pacientes com doenças debilitantes graves poderão usar medicamentos com concentração de tetrahidrocanabinol (THC) superiores a 0,2%, antes restritos a pessoas em situação terminal ou em condições clínicas irreversíveis.

Antes vedada, a publicidade de produtos à base de cannabis também passa a ser permitida, mas exclusivamente para os médicos, restrita às informações de rotulagem e ao folheto informativo previamente aprovado pela Anvisa. 

A resolução da diretoria colegiada autoriza também a venda do fitofármaco canabidiol em farmácias de manipulação.  Todas essas resoluções entram em vigor na data da publicação e terão validade inicial de seis meses.

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Plantio 

As normas propostas restringem a produção de cannabis a pessoas jurídicas e exigem inspeção sanitária prévia. Entre os requisitos de segurança estão o monitoramento por câmeras 24 horas e o georreferenciamento das plantações.

As medidas também abrem caminho para a produção, sem fins lucrativos, por parte de associações de pacientes. O objetivo é avaliar a viabilidade da produção em pequena escala, fora do modelo industrial, por meio de chamamento público. (*Com informações da Agência Brasil)

Fonte: Portal Terra
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