Uma menina afegã de 12 anos começou a apresentar dificuldades para engolir, sangramentos no nariz, irritação na garganta e tosse após beber água de um riacho. Após passar por exames, a surpresa veio: médicos identificaram que ela estava com uma sanguessuga de 8 cm em sua faringite. Após a remoção, a criança ficou bem.
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O caso é contado no artigo científico “Um caso raro de infestação de sanguessuga orofaríngea causando epistaxe e disfagia em uma criança em Herat, Afeganistão: um relato de caso”, publicado no último dia 30 na revista científica internacional Clinical Case Reports por pesquisadores da Universidade de Herat e da Universidade Jami.
No caso da menina de 12 anos, os sintomas começaram logo após um piquenique, onde bebeu água diretamente de uma fonte não tratada. Logo surgiu uma irritação leve em sua garganta e, depois, o quadro piorou. Ela chegou a ser tratada como se estivesse com uma infecção na garganta e apenas uma semana depois voltou a ser reavaliada.
A sanguessuga foi removida com o uso de um fórceps. Após a retirada, os sintomas na criança foram resolvidos imediatamente, apontam os especialistas.
A situação é rara. Os médicos descrevem que crianças são particularmente vulneráveis porque são mais propensas a beber “água insegura” e por conta do menor diâmetro das vias aéreas, o que aumenta o risco de obstrução e perda de sangue clinicamente significativa.
“Os médicos devem considerar a infestação de sanguessugas orofaríngeas em crianças que apresentam sintomas inexplicáveis de epistaxe recorrente, disfagia ou garganta após exposição não tratada à água doce. Exame cuidadoso e pronta remoção são essenciais porque os efeitos anticoagulantes e a possível extensão das vias aéreas podem causar sangramento persistente, anemia clinicamente importante e obstrução potencialmente fatal”, alertam os pesquisadores.