O melasma é uma condição crônica agravada pela radiação UV, calor e luz visível. Para conter as manchas, o uso de protetor solar com cor e FPS mínimo de 50 é essencial, pois os pigmentos barram a luz visível, ao contrário dos filtros incolores. Além da reaplicação constante do produto, especialistas recomendam medidas complementares diárias, como uso de chapéus, óculos escuros e permanência na sombra, além do acompanhamento dermatológico para personalizar os cuidados.
Mais de 40% dos pacientes com melasma relatam ter familiares com a condição, segundo revisão publicada nos Anais Brasileiros de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Para quem tem essa predisposição, os meses quentes exigem atenção extra. Mesmo com filtro solar diário, as manchas podem escurecer.
Segundo a dermatologista Natasha Crepaldi, a luz visível e o calor também estimulam a pigmentação. Por isso, controlar o melasma depende da escolha do fotoprotetor, da reaplicação correta e dos cuidados com a exposição à luz.
O que é melasma e por que as manchas pioram?
O melasma é uma condição crônica caracterizada por manchas acastanhadas, principalmente no rosto. Ele atinge sobretudo mulheres em idade fértil e pessoas com pele mais pigmentada, dos fototipos III a V, conforme a revisão da SBD.
As manchas podem alternar períodos de melhora e piora. A radiação ultravioleta (UV) é um dos principais fatores que estimulam a pigmentação. No entanto, ela não age sozinha: a luz visível do sol também contribui para o escurecimento, enquanto o calor pode intensificar o quadro em parte dos pacientes.
Por que o melasma escurece mesmo com filtro solar?
A resposta pode estar no tipo de protetor solar utilizado e na forma de aplicação.
Os filtros solares incolores protegem contra a radiação UV, mas não oferecem a mesma proteção contra a luz visível que os produtos com pigmentos proporcionam. Além disso, a quantidade aplicada e a frequência de reaplicação influenciam a eficácia da fotoproteção.
A exposição acumulada ao longo do dia também merece atenção. Caminhar ao ar livre, dirigir ou trabalhar perto de uma janela pode somar horas de contato com a luz.
"Um engano frequente é confundir ausência de queimadura com ausência de dano. A pele pode escurecer sem vermelhidão ou descamação, o que leva muita gente a subestimar a exposição diária. A chegada do calor amplia esse cenário", explica Natasha Crepaldi.
Qual é o melhor filtro solar para quem tem melasma?
Para quem tem melasma, a orientação é priorizar um protetor solar com cor e amplo espectro, com fator de proteção solar (FPS) de, no mínimo, 50.
Os pigmentos presentes na fórmula ajudam a bloquear parte da luz visível, complementando a proteção contra a radiação UV. A escolha deve considerar o tom da pele, a rotina e as necessidades de cada paciente.
O dermatologista é o profissional indicado para orientar a escolha do produto mais adequado. Também é importante verificar se o protetor oferece proteção de amplo espectro e se a fórmula é apropriada para o uso diário.
Quais cuidados ajudam a evitar o escurecimento do melasma?
O protetor solar é uma parte importante do cuidado, mas não deve ser a única medida de proteção. Alguns hábitos ajudam a reduzir a exposição e a controlar os episódios de piora.
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Aplique a quantidade recomendada de protetor solar pela manhã e reaplique ao longo do dia, conforme as orientações do produto.
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Use chapéu de abas largas, óculos escuros e roupas com proteção UV.
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Procure ficar na sombra, especialmente nos horários de maior intensidade solar.
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Mantenha os cuidados no carro, em casa e no trabalho, e não apenas na praia.
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Evite depender exclusivamente do protetor solar para se proteger da luz.
A consistência desses cuidados é importante para quem busca controlar o melasma. Mesmo em dias nublados ou durante atividades cotidianas, a exposição à luz pode contribuir para a piora das manchas.
Quando procurar um dermatologista?
O tratamento do melasma deve ser individualizado. Se as manchas continuam escurecendo ou não melhoram como esperado, é importante reavaliar a fotoproteção e o tratamento com um dermatologista.
A orientação profissional ajuda a identificar possíveis falhas na rotina e a definir as opções terapêuticas adequadas. Incluir novos produtos por conta própria nem sempre melhora o quadro e pode causar irritação.
Como o melasma é uma condição crônica, o controle exige cuidados contínuos. Escolher o filtro solar adequado, reaplicá-lo corretamente e ajustar os hábitos de exposição são medidas importantes para reduzir as oscilações da pigmentação e preservar a saúde da pele.