Um estudo da Universidade Northwestern revelou que a licença-paternidade remunerada reduz o risco de depressão e ansiedade em pais de primeira viagem. Analisando 4.290 homens, a pesquisa constatou que a licença não remunerada eleva em até 58% as chances de ansiedade frente ao benefício pago. A ausência total de afastamento, motivada sobretudo por razões financeiras para 75% dos pais, agravou a saúde mental: nesse grupo, 75% relataram depressão e 71% apresentaram quadros de ansiedade.
10 de setembro de 2026 (Bibliomed). Homens que têm assegurado o direito à licença paternidade remunerada têm menos chances de desenvolver depressão e ansiedade. É o que indica estudo realizado por pesquisadores da Universidade Northwestern e do Hospital Infantil Ann & Robert H. Lurie, nos Estados Unidos.
Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados da Pesquisa sobre a Paternidade em Ohio de 2022-2023, e examinaram a relação entre o tipo de licença paternidade e os resultados de saúde mental, especificamente depressão e ansiedade. Dos 4.290 pais de primeira viagem que participaram do estudo, 6,6% apresentavam depressão e 11% apresentavam ansiedade.
Entre os homens entrevistados, 15% relataram não ter nenhum tipo de licença; 54% tiveram licença remunerada; 22% licença não remunerada; e 9% uma combinação dos dois tipos.
As análises mostraram que a licença não remunerada está associada ao aumento da ansiedade, com aqueles que tinham esse tipo de afastamento com até 58% mais probabilidade de apresentar sintomas de ansiedade quando comprados àqueles que tiveram licença remunerada.
Não tirar a licença paternidade foi fortemente associado a maior risco de saúde mental. Entre os pais que não solicitaram a licença paternidade, 75% apontaram motivos financeiros. Neste grupo, 75% apresentaram sintomas depressivos e 71% sintomas de ansiedade.
Fonte: American Journal of Public Health. DOI: 10.2105/AJPH.2026.308554.