Um estudo da Universidade da Flórida revelou que o consumo excessivo e crônico de álcool acelera o envelhecimento cerebral e o risco de Alzheimer. A pesquisa apontou que o acúmulo de acetaldeído, substância tóxica comum em indivíduos com a variante genética ALDH2*2, remodela o cérebro a nível molecular. Embora não cause a doença diretamente, o álcool amplia o estresse biológico no órgão, potencializando o surgimento de alterações degenerativas em pessoas biologicamente vulneráveis.
10 de setembro de 2026 (Bibliomed). Estudos anteriores mostram que existem maneiras pelas quais as pessoas podem potencialmente reduzir o risco de desenvolver a doença de Alzheimer. Uma das principais maneiras é fazendo escolhas de estilo de vida saudáveis, como limitar o consumo de álcool.
Estudo realizado na Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, encontrou mais evidências que sugerem que o consumo crônico e excessivo de álcool pode acelerar as vias biológicas ligadas ao envelhecimento cerebral e à doença de Alzheimer.
Para este estudo, pesquisadores usaram camundongos para examinar como o consumo crônico e excessivo de álcool pode impactar o risco de uma pessoa desenvolver a doença de Alzheimer. Os animais tinham a variante genética ALDH2*2. A ALDH2 é uma enzima que ajuda o corpo a remover o acetaldeído, uma substância química tóxica produzida quando o álcool é metabolizado. Pessoas com a variante possuem uma versão menos eficiente dessa enzima, o que permite que o acetaldeído se acumule no corpo.
Os resultados mostraram que o acetaldeído remodela o cérebro em nível molecular e contribui para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Segundo os autores, apesar de não ser a causa direta do Alzheimer em pessoas com a variante genética, o álcool pode acelerar o estresse biológico no cérebro, especialmente em pessoas que já podem ser vulneráveis.
Fonte: 49º Encontro Científico Anual da Sociedade de Pesquisa sobre o Álcool (RSA) 2026.