Labirintite: será que essa tontura é mesmo causada pelo ouvido?

Labirintite ou outra causa? Entenda os sintomas mais comuns, quando a tontura preocupa e o que fazer para recuperar o equilíbrio.

5 jun 2026 - 16h00
(atualizado às 16h00)

Você se levantou da cama e, de repente, sentiu tudo girar?

Labirintite: será que essa tontura é mesmo causada pelo ouvido?
Labirintite: será que essa tontura é mesmo causada pelo ouvido?
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Ou talvez tenha virado a cabeça rapidamente e precisado se apoiar em algum lugar para não perder o equilíbrio.

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Quando isso acontece, é comum pensar imediatamente em labirintite. Afinal, a condição é bastante conhecida por provocar crises de tontura e vertigem. Mas existe um detalhe importante: nem toda tontura é causada por labirintite.

Embora problemas no ouvido interno estejam entre as causas mais comuns desse tipo de sintoma, outras condições também podem provocar sensações parecidas.

Por isso, entender os sinais pode ajudar a saber quando o desconforto pode ser passageiro e quando vale procurar avaliação médica.

O que é labirintite?

A labirintite é uma inflamação do labirinto, uma estrutura localizada no ouvido interno responsável por funções importantes relacionadas ao equilíbrio e à audição.

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Quando essa região é afetada, o cérebro pode receber informações confusas sobre a posição do corpo no espaço. Como consequência, surgem sintomas como tontura, vertigem, desequilíbrio e, em alguns casos, alterações auditivas.

Apesar de ser um termo muito conhecido, vale destacar que muitas pessoas usam a palavra "labirintite" para se referir a qualquer episódio de tontura. Na prática, nem toda crise de vertigem está relacionada a uma inflamação do labirinto.

Por isso, o diagnóstico correto depende da avaliação médica, especialmente quando os sintomas são frequentes, intensos ou aparecem acompanhados de outros sinais.

Leitura Recomendada: Como saber se estou com labirintite? Identifique os sinais

Quais são os sintomas mais comuns?

Os sintomas podem variar de intensidade e duração, mas alguns sinais costumam ser bastante característicos.

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Sensação de que tudo está girando

A vertigem é um dos sintomas mais conhecidos. Muitas pessoas descrevem a sensação como se estivessem em um carrossel ou em um barco balançando, mesmo estando paradas.

Perda de equilíbrio

É comum sentir instabilidade ao caminhar ou a impressão de que o corpo está sendo puxado para um dos lados.

Zumbido no ouvido

Algumas pessoas relatam sons contínuos ou intermitentes, como apitos, chiados ou assobios.

Náuseas e vômitos

Quando a vertigem é intensa, o mal-estar pode ser acompanhado de enjoo e até episódios de vômito.

Sensação de ouvido tampado

Em alguns casos, pode surgir uma sensação de pressão ou preenchimento dentro do ouvido.

Dificuldade para focar a visão

Durante uma crise, algumas pessoas percebem dificuldade para manter o olhar fixo ou enxergar com estabilidade.

Nem toda tontura é labirintite

Esse é um dos pontos mais importantes.

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A tontura pode ter diversas causas, e algumas delas não têm relação direta com o ouvido interno.

Entre as possibilidades estão:

  • Queda de pressão arterial;
  • Desidratação;
  • Alterações nos níveis de açúcar no sangue;
  • Crises de ansiedade;
  • Uso de determinados medicamentos;
  • Problemas neurológicos;
  • Alterações na coluna cervical;
  • Distúrbios vestibulares que não são exatamente labirintite.

Por isso, especialmente quando os episódios se repetem ou surgem de forma intensa, a investigação médica é fundamental.

O que pode desencadear uma crise?

Nem sempre existe uma única causa.

Em algumas situações, a inflamação pode estar relacionada a infecções virais ou bacterianas. Em outras, fatores do dia a dia parecem contribuir para o surgimento ou agravamento dos sintomas.

Entre os principais desencadeantes estão:

  • Gripes e resfriados;
  • Sinusites;
  • Períodos de estresse intenso;
  • Ansiedade;
  • Noites mal dormidas;
  • Desidratação;
  • Alimentação desequilibrada;
  • Alterações vasculares;
  • Exposição frequente a ruídos intensos.

Cada organismo reage de maneira diferente. Por isso, identificar possíveis gatilhos pode ajudar a reduzir a frequência das crises.

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Leitura Recomendada: Ginkgo biloba serve para labirintite? Entenda seus poderosos efeitos

Como é a sensação durante uma crise?

Quem já passou por um episódio de vertigem costuma descrever a experiência como bastante desconfortável e, muitas vezes, assustadora.

Algumas pessoas sentem que o ambiente gira sem parar. Outras relatam dificuldade para caminhar, insegurança para realizar atividades simples ou medo de cair.

Mesmo quando os sintomas duram apenas alguns minutos, é comum que a sensação deixe preocupação e receio de que o problema aconteça novamente.

O que fazer quando os sintomas aparecem?

Algumas medidas simples podem ajudar a reduzir o desconforto durante uma crise.

Evite movimentos bruscos

Levantar rapidamente ou girar a cabeça de forma repentina pode piorar a sensação de vertigem.

Procure um ambiente tranquilo

Ficar em um local silencioso e com pouca luminosidade costuma ajudar a diminuir os estímulos que agravam o mal-estar.

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Mantenha-se hidratado

A ingestão adequada de água é importante para o funcionamento do organismo e pode ajudar a evitar piora dos sintomas relacionados à desidratação.

Evite excesso de álcool e cafeína

Essas substâncias podem desencadear ou intensificar sintomas em algumas pessoas mais sensíveis.

Siga a orientação médica

Dependendo da causa identificada, o tratamento pode incluir medicamentos, exercícios de reabilitação vestibular ou mudanças de hábitos.

Quando procurar atendimento médico?

Embora muitos episódios melhorem com o tempo, alguns sinais merecem atenção.

Procure avaliação médica se:

  • As crises forem frequentes;
  • A tontura for muito intensa;
  • Houver perda de audição;
  • Surgirem dificuldades para caminhar;
  • Ocorrerem quedas;
  • Os sintomas persistirem por vários dias;
  • Aparecerem alterações neurológicas, como dificuldade para falar ou fraqueza em alguma parte do corpo.

Nessas situações, é importante investigar a causa para descartar problemas que exigem tratamento específico.

É possível prevenir novas crises?

Nem todos os casos podem ser evitados, mas alguns hábitos podem contribuir para reduzir o risco de novos episódios.

Manter uma alimentação equilibrada, dormir bem, praticar atividade física regularmente e controlar o estresse são medidas que ajudam o organismo a funcionar de forma mais estável.

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Além disso, passar muitas horas sem se alimentar, dormir pouco por vários dias seguidos ou enfrentar períodos prolongados de tensão emocional pode tornar algumas pessoas mais vulneráveis ao aparecimento dos sintomas.

Cuidar da saúde de forma geral costuma ser uma das estratégias mais importantes para quem deseja reduzir a frequência das crises.

Labirintite tem cura?

Na maioria dos casos, os sintomas podem ser controlados e apresentam melhora significativa após o tratamento adequado.

O tempo de recuperação varia conforme a causa e as características de cada paciente. Algumas pessoas melhoram rapidamente, enquanto outras precisam de acompanhamento por um período mais longo.

O mais importante é não ignorar episódios recorrentes de tontura ou vertigem. Quanto antes a causa for identificada, maiores são as chances de receber o tratamento mais adequado e recuperar a qualidade de vida.

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Continue a leitura: Alimentação para quem tem labirintite: o que realmente pode ajudar

Fonte: SaúdeLAB
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