Piscinas costumam estar associadas a lazer, saúde e bem-estar. No entanto, um caso recente ocorrido em uma academia da zona leste de São Paulo mostrou que falhas na manutenção podem transformar esse ambiente em risco grave à saúde.
Uma mulher morreu e outras quatro pessoas foram internadas após contato com a água da piscina. A suspeita inicial é de intoxicação por produtos químicos, possivelmente ligada ao uso inadequado de substâncias como o cloro.
O episódio reforça um alerta importante: nem toda piscina aparentemente limpa é segura.
Como ocorre uma intoxicação em piscina?
A intoxicação em piscina acontece, na maioria das vezes, quando há excesso de produtos químicos, especialmente cloro, ou quando eles são manipulados de forma incorreta.
O cloro é essencial para eliminar micro-organismos da água. O problema surge quando a dosagem ultrapassa o limite seguro.
Em condições normais, a concentração recomendada varia entre 1 e 3 partes por milhão (ppm). Acima disso, os riscos aumentam significativamente.
Em níveis elevados, o contato com o cloro pode causar danos mesmo sem ingestão da água.
Quais são os sintomas mais comuns?
Os sintomas variam conforme o nível de exposição e o tempo de contato com a substância.
Entre os sinais mais frequentes estão:
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Ardência nos olhos, nariz e garganta.
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Tosse e dificuldade para respirar.
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Náusea e vômito.
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Irritação ou queimaduras na pele.
Em casos mais graves, podem ocorrer:
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Lesões pulmonares.
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Edema nos pulmões.
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Parada cardiorrespiratória.
Qualquer sintoma intenso ou persistente exige atendimento médico imediato.
Cheiro forte de cloro é sinal de excesso?
Esse é um dos maiores mitos quando o assunto é segurança em piscinas.
O cheiro forte de cloro nem sempre indica excesso. Muitas vezes, ele é causado pelas cloraminas, substâncias que surgem quando o cloro reage de forma inadequada com impurezas da água, como suor e urina.
Ou seja, uma piscina pode estar:
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Com cheiro forte e pouco cloro ativo.
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Sem cheiro algum e com excesso perigoso de produto.
Por isso, confiar apenas no olfato não é suficiente para avaliar a segurança da água.
Sinais de que a piscina pode não estar segura
Alguns indícios devem servir como alerta imediato para não entrar na água.
Fique atento se notar:
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Cheiro químico muito intenso.
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Água turva ou com coloração alterada.
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Ardência nos olhos logo ao se aproximar.
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Falta de ventilação adequada no ambiente.
Piscinas coletivas devem passar por manutenção constante e seguir normas rígidas de segurança.
Quando evitar entrar na piscina?
Evite o uso da piscina sempre que houver qualquer sinal fora do padrão. Mesmo que outras pessoas estejam usando o local, o risco é individual.
Também é importante evitar:
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Piscinas sem alvará visível.
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Ambientes fechados sem ventilação adequada.
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Locais que não informam como é feito o controle químico da água.
Na dúvida, a melhor escolha é não entrar.
O que fazer em caso de suspeita de intoxicação?
Se houver contato com água suspeita e surgirem sintomas:
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Saia imediatamente da piscina.
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Lave a pele com água corrente.
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Procure atendimento médico.
Não minimize sinais respiratórios ou ardência intensa. Intoxicações químicas podem evoluir rapidamente.
Casos como o ocorrido em São Paulo reforçam que lazer e saúde caminham juntos apenas quando há responsabilidade. Piscinas precisam de manutenção adequada, profissionais capacitados e fiscalização.
Para o público, a orientação é clara: observe, questione e respeite os sinais do corpo. Prevenção ainda é a forma mais segura de aproveitar qualquer atividade aquática.