Esquiadora americana sofre queda no downhill das Olimpíadas de Inverno e é resgatada de helicóptero

A atleta de 41 anos havia completado com sucesso duas descidas de treino na icônica pista Olimpia delle Tofane, em Cortina, mas caiu logo no início da sua descida.

8 fev 2026 - 09h38
(atualizado às 21h39)
A atleta de 41 anos caiu logo no início da primeira descida
A atleta de 41 anos caiu logo no início da primeira descida
Foto: Lisi Niesner/Reuters / BBC News Brasil

A esquiadora americana Lindsey Vonn sofreu uma queda durante a prova de downhill feminino nas Olimpíadas de Inverno, na Itália, neste domingo (8/2) e precisou passar por uma cirurgia após fraturar a perna esquerda.

A atleta de 41 anos havia completado com sucesso duas descidas de treino na icônica pista Olimpia delle Tofane, em Cortina d'Ampezzo, mas caiu logo no início da sua descida.

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Ela recebeu atendimento médico por um longo período na pista antes de ser resgatada de helicóptero ao hospital Ca Foncello, em Treviso.

O hospital divulgou um comunicado informando que ela passou por "cirurgia ortopédica para estabilizar a fratura sofrida na perna esquerda" — a mesma perna com o ligamento cruzado anterior rompido.

Vonn corria um grande risco ao competir no domingo, após ter sofrido a lesão no ligamento cruzado anterior na Suíça, na última etapa da Copa do Mundo antes dos Jogos.

Mas ela estava determinada a competir naquela que, segundo ela, seria sua última Olimpíada.

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Espectadores atônitos nas arquibancadas aplaudiram enquanto o helicóptero a levava para longe da pista que lhe trouxe tanto sucesso no passado - 12 de suas 84 vitórias na Copa do Mundo foram conquistadas ali.

Vonn foi a 13ª esquiadora a competir no downhill feminino e encostou em uma das balizas, o que a desequilibrou durante a curva e causou a queda.

O tratamento necessário após o acidente provocou um atraso significativo na competição, que era liderada por sua compatriota Breezy Johnson naquele momento.

Johnson levou as mãos à cabeça enquanto observava sua companheira de equipe ser levada de helicóptero.

Vonn parecia relaxada nos treinos e na manhã anterior à prova. Seu treinador, Aksel Lund Svindal, disse na sexta-feira (6/2) que estava confiante de que ela poderia realizar algo espetacular.

Vonn se aposentou do esporte em 2019 como a esquiadora mais premiada da época, mas sofreu diversas lesões graves na perna.

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Os espectadores ficaram atônitos na arquibancada e aplaudiram quando o helicóptero resgatou Vonn
Foto: Aleksandra Szmigiel/Reuters / BBC News Brasil

Ela fez um retorno surpreendente ao esporte em 2024, após uma artroplastia parcial do joelho direito.

Vonn era cotada para o pódio em Cortina após uma temporada de sucesso em 2025-26, na qual subiu ao pódio em todas as cinco provas, vencendo duas.

Mas essa última queda levanta sérias dúvidas sobre se Vonn voltará a competir no esqui.

Final 'brutal' após Vonn assumir um 'risco realmente alto'

Vonn sabia do risco que corria ao competir no domingo e chegou a responder nas redes sociais a um médico que afirmou que a lesão "não era uma ruptura recente".

Ela respondeu dizendo que seu ligamento estava "100% rompido" e que esperava desafiar as probabilidades, repetindo a medalha de ouro olímpica conquistada no downhill em Vancouver, em 2010.

Em vídeos nas redes sociais, ela apareceu treinando na academia depois de afirmar que não sentia dor ou inchaço no joelho, enquanto duas descidas tranquilas na preparação para a prova deram a ela, à sua equipe e aos seus fãs confiança.

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A tetracampeã olímpica britânica Chemmy Alcott se emocionou na transmissão da BBC e disse que "nunca acreditou" que terminaria dessa forma.

"O que vimos é que o topo da pista é realmente difícil para uma atleta em forma. É brutal, pense na família dela, na equipe e nela mesma", afirmou.

"Temos que ser realistas: o risco era muito alto, e o risco que ela corre ao cair dobrará esse valor. O corpo dela não vai aguentar isso."

Alcott acrescentou que o longo atraso também significaria que a neve na pista começaria a derreter sob o sol do meio-dia e, portanto, seria improvável que alguém batesse o tempo de Johnson de 1 minuto e 36,10 segundos.

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