Cervejinha pós-treino? Entenda se o álcool anula seus ganhos

Beber depois da academia não apaga todo o seu esforço, mas o álcool pós-treino pode atrasar a recuperação muscular, prejudicar o sono e frear seus resultados

11 fev 2026 - 14h59

Treino intenso, roupa suada e depois… mesa de bar com os amigos. A resenha pós-futebol ou pós-academia faz parte da rotina de muita gente.

Mas a dúvida aparece rápido: será que o álcool pós-treino joga fora todo o esforço feito durante o exercício?

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A resposta não é tão extrema. O álcool não anula completamente o treino. Porém, ele pode atrasar, e bastante, a evolução. Isso é mais comum quando o consumo é frequente ou acontece logo após a atividade física.

O músculo cresce na recuperação, não durante o treino

Durante exercícios de força, como a musculação, surgem microlesões nas fibras musculares.

É na recuperação que o corpo reconstrói essas fibras. Elas ficam mais fortes e, com o tempo, maiores.

Esse processo é chamado de síntese proteica muscular. Ele é essencial para a hipertrofia.

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Estudos mostram que o consumo de álcool após o exercício reduz essa síntese proteica. Isso acontece mesmo quando há ingestão de proteína depois do treino.

Na prática, o corpo encontra mais dificuldade para transformar o estímulo do treino em ganho muscular.

Parte desse efeito ocorre porque o álcool interfere em vias importantes de sinalização celular, como a mTOR. Ela funciona como um dos principais "interruptores" da construção de massa muscular.

Como o álcool pós-treino afeta o corpo na prática

Recuperação muscular mais lenta

Segundo o educador físico Anderson Téu, da rede Academia Gaviões 24h, o momento da ingestão faz diferença.

Logo após o treino, o organismo está focado na regeneração das fibras musculares. Consumir álcool nesse intervalo pode reduzir a eficiência dessa reconstrução.

O resultado pode ser mais dor muscular. A recuperação também fica mais demorada. Com o tempo, a evolução tende a ser mais lenta.

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Desidratação que prejudica o rendimento

O álcool tem efeito diurético. Ele aumenta a eliminação de líquidos pela urina.

Isso favorece a desidratação. E músculos precisam de água para funcionar bem e se recuperar.

Quando o corpo está desidratado, a fadiga aumenta. O desempenho no treino seguinte costuma cair.

Sem reposição adequada de líquidos, o álcool pós-treino pode causar mais cansaço, dor de cabeça e queda de rendimento no dia seguinte.

Sono de pior qualidade

Mesmo que a pessoa durma por várias horas após beber, o sono costuma ser menos reparador.

O álcool atrapalha fases profundas do sono. Essas fases são importantes para a liberação de hormônios ligados à recuperação muscular, como o hormônio do crescimento (GH).

Dormir mal com frequência afeta a disposição. A força e os resultados na academia também sofrem.

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Impacto hormonal e composição corporal

O consumo excessivo de álcool pode afetar hormônios importantes para quem treina. Um deles é a testosterona, ligada à força e à hipertrofia.

Além disso, o organismo prioriza a metabolização do álcool, visto como uma substância tóxica. Com isso, a queima de gordura fica em segundo plano.

Quando o hábito é frequente, o acúmulo de gordura corporal se torna mais fácil.

Calorias que não ajudam nos seus objetivos

O álcool fornece cerca de 7 kcal por grama. É quase o mesmo valor da gordura.

A diferença é que ele não oferece proteínas, vitaminas ou minerais relevantes.

Essas calorias extras, somadas a petiscos e refeições mais calóricas, dificultam o controle da composição corporal.

Existe um jeito "menos pior" de lidar com o álcool pós-treino?

Para quem não é atleta profissional e busca equilíbrio, algumas estratégias ajudam a reduzir os danos.

Intercale bebida com água

Uma regra simples é alternar cada copo de bebida alcoólica com um copo de água.

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Isso ajuda a reduzir a desidratação. Também ameniza os efeitos negativos no dia seguinte.

Coma antes de beber

Evite consumir álcool de estômago vazio, principalmente após treinos intensos.

Priorize antes uma refeição com proteínas e carboidratos. Isso já inicia o processo de recuperação muscular.

Evite beber logo após treinos muito pesados

Quanto mais intenso o treino, maior a demanda de recuperação.

Nesses casos, o ideal é deixar o consumo de álcool para outro dia. Outra opção é esperar algumas horas após o treino.

Controle a frequência

Segundo o especialista, o maior problema não é um episódio isolado.

O que pesa mesmo é o hábito frequente.

Ingestões ocasionais, dentro de uma rotina equilibrada de alimentação, treino e sono, tendem a ter impacto menor. Já o consumo frequente transforma o álcool pós-treino em um freio constante na evolução.

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Álcool pós-treino anula os resultados?

O álcool pós-treino não apaga totalmente o seu esforço na academia.

Mas ele pode atrasar a recuperação muscular. Também piora o sono, aumenta a desidratação e dificulta a melhora da composição corporal.

Na prática, isso significa resultados mais lentos.

Para quem treina por saúde e estética, o segredo está no equilíbrio. Quanto mais ambicioso for o seu objetivo físico, menor deve ser o espaço do álcool na rotina.

Resumo rápido para não esquecer

O corpo precisa no pós-treino: Água, proteínas, carboidratos de qualidade e sono profundo.

O álcool pós-treino oferece em excesso: Desidratação, recuperação muscular mais lenta, sono ruim e calorias vazias.

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