Equipe do Ministério da Saúde é enviada a Roraima para monitorar fronteira com a Venezuela

Pasta diz não registrar aumento no fluxo migratório e afirma que poderá enviar medicamentos e insumos para diálise após destruição de centro de distribuição

6 jan 2026 - 11h40

O Ministério da Saúde afirmou na segunda-feira, 5, que enviou equipes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde a Roraima para avaliar a estrutura da rede de saúde, a disponibilidade de profissionais, vacinas e outros insumos na fronteira com a Venezuela. A medida ocorre após o ataque dos Estados Unidos ao país vizinho.

Segundo a pasta, está em elaboração um plano de contingência do SUS diante de um possível agravamento da crise internacional e de eventual aumento na demanda por atendimento de imigrantes na região de fronteira. O ministério afirma, no entanto, que até o momento o fluxo migratório permanece estável.

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Tenda para organização dos atendimentos em Pacaraima (RR), na fronteira com a Venezuela; até o momento, não houve aumento no fluxo migratório, segundo o Ministério da Saúde.
Tenda para organização dos atendimentos em Pacaraima (RR), na fronteira com a Venezuela; até o momento, não houve aumento no fluxo migratório, segundo o Ministério da Saúde.
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

"Se necessário, montaremos hospitais de campanha ou ampliaremos as estruturas já existentes para reduzir os impactos no sistema público de saúde", afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em nota.

Ainda segundo o ministério, o principal centro de distribuição da cidade de La Guaira, na Venezuela, foi destruído no ataque e, caso haja necessidade, a pasta poderá enviar medicamentos e insumos para diálise ao país vizinho.

Saúde nas fronteiras

Ainda em 2025, após a suspensão do financiamento de agências internacionais de apoio a estratégias humanitárias por parte dos EUA, o Ministério da Saúde passou a integrar a Operação Acolhida, voltada ao atendimento do fluxo migratório na fronteira. Em 2024 e 2025, cerca de 500 mil doses de vacinas foram aplicadas no âmbito da operação.

Desde julho, com a implantação do Projeto Saúde nas Fronteiras, o ministério afirma manter 40 profissionais de diferentes áreas da saúde atuando de forma permanente no acompanhamento e acolhimento de migrantes nos abrigos das cidades de Pacaraima e Boa Vista. Com a atual crise, a pasta informou que o número de equipes itinerantes na região será ampliado de três para nove.

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Até dezembro, o ministério diz ter investido cerca de R$ 900 mil em equipes e insumos. Segundo a pasta, entre setembro e novembro do ano passado, mais de 5 mil atendimentos foram realizados na região.

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