Manter a autonomia é uma das maiores preocupações durante o envelhecimento.
A capacidade de caminhar, realizar tarefas do dia a dia e manter o corpo em movimento está diretamente ligada à qualidade de vida na terceira idade.
Quando o corpo permanece ativo, fica mais fácil preservar mobilidade, equilíbrio e força muscular. Esses fatores ajudam a manter a autonomia por mais tempo.
Por outro lado, o sedentarismo ainda é comum entre pessoas idosas. A falta de atividade física pode acelerar a perda de mobilidade e intensificar dores musculares e articulares.
De acordo com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), idosos devem praticar entre 150 e 300 minutos de atividade física aeróbica moderada por semana.
Mesmo assim, dados do sistema Vigitel mostram que cerca de 32,2% dos idosos brasileiros são totalmente inativos.
O impacto aparece na saúde. Informações do Ministério da Saúde indicam que quase 37% das pessoas com mais de 50 anos convivem com dores crônicas.
Segundo o especialista em dor Lúcio Gusmão, manter o corpo em movimento é uma das estratégias mais importantes para preservar a autonomia ao longo do envelhecimento.
"Na terceira idade, manter-se ativo ajuda a preservar os movimentos e também a controlar a dor. Caminhadas frequentes, alongamentos e exercícios de fortalecimento com baixa sobrecarga ajudam a sustentar a coluna e reduzir tensões acumuladas", explica.
5 dicas para manter autonomia e movimento na terceira idade
Pequenas mudanças na rotina podem fazer grande diferença para preservar a autonomia ao longo do envelhecimento.
Veja cinco hábitos recomendados pelo especialista.
1. Comece com movimentos simples
Não é necessário iniciar com atividades intensas para obter benefícios.
O mais importante é criar uma rotina regular de movimento, respeitando os limites do corpo.
Caminhadas leves, alongamentos e exercícios de baixo impacto já ajudam a estimular a mobilidade.
Para quem é sedentário, o ideal é começar devagar e aumentar a intensidade aos poucos.
2. Invista no fortalecimento muscular
Com o passar dos anos, o corpo perde massa muscular naturalmente.
Também ocorre a redução da chamada reserva funcional, que ajuda o organismo a lidar melhor com impactos e lesões.
Exercícios de fortalecimento com baixa carga ajudam a dar mais sustentação às articulações e à coluna.
Além disso, melhoram a consciência corporal e ajudam a reduzir o risco de quedas.
3. Trabalhe equilíbrio e flexibilidade
Equilíbrio e flexibilidade são fundamentais para preservar a autonomia na terceira idade.
Alongamentos regulares ajudam a ampliar a amplitude dos movimentos.
Atividades que estimulam a mobilidade também facilitam tarefas simples do dia a dia, como subir escadas, se abaixar ou levantar de uma cadeira.
4. Cuide da postura e do peso corporal
Alguns cuidados simples ajudam a proteger as articulações.
Manter uma boa postura e evitar excesso de peso reduz a sobrecarga em regiões como quadris, joelhos e coluna.
Adaptações ergonômicas nas atividades diárias também contribuem para preservar a mobilidade e prevenir dores.
5. Trate a dor antes que ela limite os movimentos
Ignorar a dor pode fazer com que o problema se torne crônico e passe a limitar a mobilidade.
Por isso, buscar orientação médica ao perceber sintomas persistentes é essencial para preservar a autonomia.
O especialista relata o caso de uma paciente de 60 anos que procurou atendimento após um trauma na sola do pé que dificultava a caminhada.
Após tratamento com terapia por ondas de choque, a dor diminuiu e ela conseguiu voltar a caminhar com conforto.
Segundo o médico, tratar o problema cedo aumenta as chances de recuperar os movimentos e manter a autonomia.
Movimento ajuda a preservar a autonomia na terceira idade
O envelhecimento não precisa significar perda de independência.
Com hábitos simples, prática regular de atividade física e acompanhamento profissional, é possível preservar a autonomia e manter qualidade de vida por mais tempo.
Manter o corpo em movimento continua sendo uma das estratégias mais eficazes para envelhecer com mais liberdade.