'Ozempic não é um prêmio para quem é relaxado': Lula critica uso de remédios emagrecedores em casos desnecessários

Presidente deu declaração após anúncio da oferta do medicamento na rede pública do RJ

13 mar 2026 - 17h47
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: REUTERS/Aris Martinez

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira, 13, o uso do medicamento Ozempic como solução para perda de peso e afirmou que mudanças de hábito, como caminhar diariamente, são essenciais para quem quer emagrecer.

A declaração foi feita durante a inauguração do novo setor de trauma do Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, evento que contou com a presença do prefeito Eduardo Paes e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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Ao comentar o uso do medicamento, que ganhou popularidade pelos efeitos no emagrecimento, Lula afirmou que muitas pessoas poderiam adotar hábitos mais saudáveis no dia a dia.

"Por que que as pessoas não andam meia hora todo dia? Por que que não caminham? Por que que não fazem ginástica? As pessoas têm que aprender a tirar a bunda da cadeira e andar um pouco", disse o presidente.

Antes da fala de Lula, Paes havia anunciado que o Ozempic será incorporado à rede pública municipal do Rio de Janeiro a partir da próxima semana. Segundo o prefeito, a distribuição começará em uma unidade de saúde da Zona Oeste da cidade.

"Na terça-feira que vem - a gente está esperando o anúncio do [ministro da Saúde, Alexandre] Padilha, então, está saindo cara essa conta -, nós introduzimos o Ozempic na rede pública de saúde da cidade do Rio de Janeiro, no super centro da Zona Oeste", afirmou Paes, ao lado do presidente e do ministro.

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Lula classificou o debate sobre o uso do medicamento como "delicado" e disse que a prescrição deve ser feita com responsabilidade médica.

"Primeiro, a qualidade da comida: somos obrigados orientar as pessoas que elas precisam comer comida saudável. Você não pode dar de presente uma injeção para as pessoas emagrecerem se a pessoa quer comer quatro rabadas por dia, três feijoadas e comer um quilo de torresmo", prosseguiu.

O presidente também ressaltou que o medicamento deve ser reservado para casos em que há necessidade clínica.

"O remédio não é um prêmio para quem é relaxado". Segundo ele, "o remédio tem que ser dado para as pessoas que por necessidade de saúde não conseguem emagrecer".

Fonte: Portal Terra
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