Dia Mundial do Câncer de Mama: 5 hábitos que ajudam a reduzir o risco da doença

Atividade física, alimentação equilibrada e menor consumo de álcool estão entre os cuidados que podem fazer diferença ao longo da vida

18 out 2026 - 17h36
Resumo
O Dia Mundial do Câncer de Mama destaca hábitos que reduzem o risco da doença, embora fatores genéticos e a idade não possam ser alterados. A prevenção inclui praticar exercícios, manter o peso adequado, alimentar-se de forma saudável, diminuir o álcool, evitar o fumo e amamentar. Mulheres com histórico familiar, mutações genéticas ou alterações mamárias precisam de rastreamento médico individualizado e antecipado, além de atenção a sinais suspeitos, como nódulos ou mudanças nos mamilos.

O Dia Mundial do Câncer de Mama reforça a importância de olhar não apenas para o diagnóstico da doença, mas também para fatores do cotidiano que podem ajudar a reduzir o risco. Alguns deles, como idade, histórico familiar e genética, não podem ser modificados. Outros, porém, estão ligados aos hábitos ao longo da vida.

Câncer de mama também está relacionado a fatores que podem ser modificados com mudanças consistentes na rotina
Câncer de mama também está relacionado a fatores que podem ser modificados com mudanças consistentes na rotina
Foto: Klaus Nielsen/Pexels / Bons Fluidos

Isso não significa que exista uma maneira de impedir completamente o surgimento do tumor. A prevenção atua justamente sobre aquilo que pode ser mudado, como nível de atividade física, peso corporal, consumo de álcool e exposição ao tabaco.

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5 hábitos para combater o câncer de mama

1. Manter o corpo em movimento

Praticar atividade física regularmente pode contribuir para a redução do risco da doença. O exercício também ajuda no controle do peso e participa de processos relacionados ao metabolismo e à regulação hormonal.

Para quem ainda não pratica nenhuma atividade, começar com períodos menores e aumentar o tempo aos poucos pode facilitar a adaptação. Caminhadas, dança, bicicleta e outras modalidades também entram nessa rotina.

2. Cuidar da alimentação e do peso

Manter um peso adequado é outro ponto importante, já que o excesso de gordura corporal pode provocar alterações hormonais e metabólicas relacionadas ao desenvolvimento do câncer de mama.

Nesse sentido, vale priorizar uma alimentação variada. Frutas, verduras, legumes, feijões, grãos integrais e fontes menos processadas de proteína podem aparecer com maior frequência nas refeições. Já produtos ultraprocessados, excesso de açúcar e frituras devem ocupar menos espaço.

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3. Diminuir o consumo de álcool

O álcool está associado ao aumento do risco de câncer de mama. Por isso, reduzir o consumo já representa uma medida de cuidado. Não é necessário pensar apenas em situações de consumo excessivo. Quando o objetivo é prevenção, quanto menor a exposição, melhor. Bebidas sem álcool também podem substituir opções alcoólicas em encontros e outras ocasiões sociais.

4. Evitar o cigarro e outras fontes de fumaça

Ficar longe do tabaco contribui para a prevenção de diferentes tipos de câncer e para a saúde de maneira geral. O cuidado não envolve apenas o cigarro tradicional. Vapes, narguilé, charutos e cigarrilhas também expõem o organismo a substâncias nocivas.

Além disso, evitar a fumaça de outras pessoas reduz a exposição passiva. Para quem deseja parar de fumar, acompanhamento profissional pode ajudar a construir uma estratégia mais adequada e sustentável.

5. Amamentar, quando possível

A amamentação também aparece entre os fatores associados à proteção contra o câncer de mama. Durante esse período, mudanças hormonais e celulares no organismo podem contribuir para diminuir o risco.

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O efeito protetor tende a aumentar conforme o tempo total de amamentação. Contudo, esse benefício não deve virar cobrança para mulheres que não conseguem ou não podem amamentar.

Quem precisa de atenção redobrada?

Histórico familiar de câncer de mama ou de ovário, mutações genéticas como BRCA1 e BRCA2, mamas densas, determinadas alterações identificadas em biópsias anteriores e histórico de radioterapia na região do tórax em idade jovem podem aumentar o risco de desenvolver câncer de mama.

Nessas situações, o acompanhamento costuma começar mais cedo do que na população de risco habitual. A frequência também pode mudar. Dependendo do caso, o médico pode indicar exames em intervalos menores ou acrescentar outros métodos, como ressonância magnética ou ultrassom.

Não existe, portanto, uma idade única que sirva para todas. As próprias recomendações de rastreamento podem variar conforme a diretriz adotada. Para mulheres de risco aumentado, o mais importante é definir um calendário individual com o ginecologista ou mastologista, levando em conta idade, histórico familiar e características das mamas.

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Também é importante procurar atendimento fora do calendário de rotina se surgirem alterações persistentes. Entre os sinais que merecem investigação estão nódulo endurecido, mudanças na pele da mama, alteração no mamilo, saída de líquido ou caroços na região das axilas ou do pescoço.

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