Caminhada em jejum emagrece mais?

Prática conhecida como aeróbico em jejum divide opiniões e levanta dúvidas sobre queima de gordura, emagrecimento e riscos para a saúde

15 mai 2026 - 19h51

Muita gente acorda, coloca o tênis e fica na dúvida: é melhor tomar café da manhã antes da caminhada ou sair em jejum? A prática conhecida como aeróbico em jejum, ou AEJ, ficou bastante popular entre pessoas que buscam emagrecimento e maior queima de gordura.

Caminhada em jejum pode aumentar a queima de gordura durante o treino, mas emagrecimento depende de vários fatores
Caminhada em jejum pode aumentar a queima de gordura durante o treino, mas emagrecimento depende de vários fatores
Foto: Shutterstock / Sport Life

A lógica parece simples: depois de várias horas sem comer, o corpo teria menos reservas imediatas de energia e passaria a usar mais gordura como combustível durante o exercício. Mas será que isso realmente significa emagrecer mais?

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O que acontece no corpo durante o jejum?

Depois de uma noite de sono, os estoques de glicogênio, forma de energia armazenada a partir dos carboidratos, ficam mais baixos. Com isso, o organismo tende a aumentar o uso de gordura como fonte energética durante atividades aeróbicas leves ou moderadas.

Esse processo é chamado de oxidação de gordura.

Na prática, estudos mostram que exercícios feitos em jejum realmente podem aumentar a utilização de gordura durante o treino. Porém, isso não significa automaticamente maior perda de peso no longo prazo.

Veja também: "Caminhada japonesa funciona? Entenda a técnica que virou tendência".

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Caminhada em jejum ajuda a emagrecer?

O emagrecimento depende principalmente do déficit calórico ao longo dos dias e semanas. Ou seja: gastar mais calorias do que consumir.

Mesmo que o corpo utilize mais gordura durante o exercício em jejum, isso não garante uma diferença significativa na perda de peso quando comparado à caminhada feita após uma refeição.

Pesquisas recentes apontam que os resultados para emagrecimento costumam ser bastante parecidos entre pessoas que treinam alimentadas e aquelas que praticam AEJ.

Por isso, fatores como:

  • Regularidade do exercício.
  • Alimentação equilibrada.
  • Qualidade do sono.
  • Controle do estresse.

Continuam sendo muito mais importantes para o emagrecimento sustentável.

Existem benefícios no aeróbico em jejum?

Apesar da discussão sobre perda de peso, alguns possíveis benefícios do AEJ são frequentemente estudados.

Entre eles:

  • Maior oxidação de gordura durante o exercício.
  • Melhora da sensibilidade à insulina.
  • Adaptação metabólica em pessoas treinadas.
  • Facilidade para encaixar o treino na rotina matinal.

Em pessoas já condicionadas, o corpo pode se tornar mais eficiente em utilizar gordura como combustível durante atividades prolongadas.

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Quais são os riscos?

A caminhada em jejum não é indicada para todo mundo.

Sem alimentação prévia, algumas pessoas podem apresentar queda de glicose no sangue, conhecida como hipoglicemia.

Sintomas que merecem atenção

  • Tontura.
  • Fraqueza.
  • Suor frio.
  • Náusea.
  • Tremores.
  • Visão turva.

Além disso, a falta de energia pode diminuir desempenho, intensidade e duração do treino.

Quem deve evitar?

Alguns grupos precisam de mais cuidado com o AEJ:

  • Pessoas com diabetes.
  • Iniciantes em atividade física.
  • Gestantes.
  • Pessoas com histórico de desmaio.
  • Quem possui hipoglicemia.

Nesses casos, o ideal é ter acompanhamento profissional antes de iniciar a prática.

Como fazer caminhada em jejum com mais segurança

Para quem deseja testar o método, alguns cuidados ajudam a reduzir riscos.

Recomendações importantes

  • Comece com caminhadas leves.
  • Evite treinos longos.
  • Mantenha boa hidratação.
  • Pare imediatamente em caso de mal-estar.
  • Faça uma refeição equilibrada após o treino.

A alimentação pós-exercício ajuda a recuperar energia e preservar a musculatura.

Afinal, vale a pena?

A caminhada em jejum pode funcionar para algumas pessoas, principalmente como estratégia prática para manter regularidade nos exercícios. Porém, ela não é obrigatória para emagrecer e nem garante resultados superiores sozinha.

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No fim, o mais importante continua sendo manter constância nos treinos e uma rotina saudável ao longo do tempo.

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