Brincar e dar risada com os filhos pode ajudar mais no desenvolvimento infantil do que parece

Brincadeiras e risadas podem influenciar o desenvolvimento infantil mais do que muitos pais imaginam. Entenda o que especialistas observaram.

26 mai 2026 - 16h00
(atualizado às 16h03)

Entre trabalho, preocupações e a correria do dia a dia, muitos pais sentem que têm cada vez menos tempo e atenção disponíveis para momentos simples com os filhos. Só que aquelas brincadeiras bobas, as risadas espontâneas e alguns minutos de conexão verdadeira podem ter mais impacto no desenvolvimento infantil do que parece.

Desenvolvimento infantil / Imagem: SaúdeLab
Desenvolvimento infantil / Imagem: SaúdeLab
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Esses momentos simples acabam passando despercebidos em meio à rotina.

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Ainda assim, especialistas em desenvolvimento infantil vêm chamando atenção para o papel do humor, das brincadeiras e da conexão emocional nos primeiros anos de vida, quando o cérebro ainda está em intensa formação.

Segundo pesquisadores e especialistas da área, experiências leves e afetivas ajudam a criança a se sentir mais segura emocionalmente e mais aberta às interações, ao aprendizado e à construção de vínculos saudáveis.

O que a risada faz no cérebro infantil?

Embora pareça apenas diversão, rir envolve várias áreas do cérebro ligadas à emoção, memória, criatividade e atenção.

Momentos de brincadeira e risadas também podem ajudar o corpo a reduzir hormônios associados ao estresse e estimular substâncias relacionadas ao bem-estar.

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Na prática, isso favorece um ambiente emocional mais acolhedor para a criança.

Segundo especialistas, o cérebro infantil responde de forma mais positiva quando a criança se sente segura, conectada e emocionalmente acolhida.

E isso não depende de atividades elaboradas.

Alguns minutos brincando no chão da sala, uma conversa divertida ou uma interação leve durante a rotina já podem fazer diferença.

Não é preciso ser um pai "engraçado"

Especialistas destacam que o mais importante não é contar piadas o tempo inteiro nem inventar brincadeiras complexas.

Pequenas interações do cotidiano já ajudam a fortalecer o vínculo emocional, como:

  • brincar alguns minutos juntos;
  • rir de situações espontâneas;
  • olhar nos olhos da criança;
  • demonstrar atenção verdadeira;
  • criar momentos leves sem cobrança.

Muitas vezes, a criança nem vai lembrar exatamente da brincadeira, mas tende a guardar a sensação de segurança, acolhimento e proximidade.

E essa conexão emocional pode ter um impacto importante no desenvolvimento emocional infantil.

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O estresse infantil nem sempre é óbvio

Nem toda criança consegue demonstrar claramente quando está emocionalmente sobrecarregada.

Algumas ficam mais irritadas. Outras apresentam dificuldade para dormir, aprender, se concentrar ou se relacionar.

Por isso, especialistas defendem que ambientes acolhedores e momentos de leveza também fazem parte do cuidado com a saúde emocional das crianças.

Isso não significa que brincadeiras resolvam problemas profundos ou substituam acompanhamento profissional quando necessário.

No entanto, experiências positivas e relações seguras podem contribuir para o desenvolvimento de mais equilíbrio emocional ao longo da vida.

Como brincadeiras e humor podem ajudar no aprendizado infantil

Crianças costumam absorver melhor o que vivem com prazer, curiosidade e segurança emocional.

Ambientes muito tensos podem dificultar atenção, memória e interesse. Já experiências mais leves e acolhedoras tendem a favorecer o envolvimento e o aprendizado.

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Por isso, alguns especialistas defendem que brincadeiras, criatividade e humor tenham mais espaço na infância, inclusive na educação infantil.

Não apenas como entretenimento, mas também como parte importante do desenvolvimento emocional e social das crianças.

O tema foi discutido pela especialista em desenvolvimento infantil Jacqueline Harding no livro The Brain That Loves to Laugh: A Visual Guide to Humour and Human Connection in the Early Years, publicado pela editora Routledge.

Na obra, a autora reúne pesquisas e análises sobre como humor, brincadeiras e conexão emocional podem contribuir para o desenvolvimento saudável na infância.

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Fonte: SaúdeLAB
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