Anvisa aprova genérico de semaglutida com custo até 35% menor

Medicamento à base de semaglutida foi registrado pela EMS e deve chegar ao mercado com preço mais acessível

18 ago 2026 - 16h04
Resumo
A Anvisa aprovou o primeiro genérico à base de semaglutida, utilizado para tratar diabetes tipo 2 e obesidade, com custo reduzido em até 35%. O medicamento, registrado pela EMS, promete ampliar o acesso ao tratamento da obesidade, que afeta mais de 25% dos brasileiros, representando um marco no combate à doença. 🌟

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta segunda-feira (17) o primeiro medicamento genérico à base de semaglutida. A substância é usada no tratamento do diabetes tipo 2. Ela também passou a ser utilizada por pacientes que buscam perder peso.

Anvisa aprovou o primeiro medicamento genérico à base de semaglutida no Brasil
Anvisa aprovou o primeiro medicamento genérico à base de semaglutida no Brasil
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

O medicamento foi registrado pela EMS. Seu princípio ativo é a semaglutida, presente em medicamentos como o Ozempic, da Novo Nordisk.

Publicidade

Medicamento genérico deve ser mais barato

A aprovação representa uma mudança no mercado farmacêutico. A expectativa é que o medicamento seja 35% mais barato que o produto de referência, conforme as regras dos genéricos.

Para o médico nutrólogo Guilherme Giorelli, professor e coordenador da Pós-graduação de Nutrologia do Einstein Hospital Israelita, a aprovação pode ampliar o acesso ao tratamento da obesidade.

"A aprovação de medicação genérica para o tratamento da obesidade com a fiscalização e autorização da Anvisa é um marco para o tratamento dessa doença. A obesidade é uma epidemia que não foi tratada e atinge mais de 25% da população brasileira. O remédio genérico chega com a fiscalização da Anvisa e com a proposta de ser mais acessível para a população", explica.

Por que esse medicamento é considerado genérico?

A Anvisa já havia aprovado outras cinco semaglutidas nos últimos meses. No entanto, segundo Giorelli, elas não se enquadrariam na categoria de medicamentos genéricos.

Publicidade

Isso acontece porque existem critérios específicos para que um medicamento receba essa classificação. Segundo o médico, o genérico precisa ser equivalente ao medicamento de referência.

"Para a Anvisa, para um remédio ser considerado genérico ele precisa ser equivalente ao medicamento referência, neste caso o da Nova Nordisk. O genérico precisa ter o mesmo princípio ativo e a mesma dose. Já as semaglutidas aprovadas anteriormente foram classificadas como um remédio novo quando comparadas ao remédio referência."

No caso da nova aprovação, o princípio ativo é a semaglutida. Ela também está presente no medicamento de referência citado por Giorelli.

O que muda para o tratamento da obesidade?

A expectativa é que a chegada do genérico amplie as opções disponíveis para pacientes que enfrentam dificuldades para arcar com o custo do tratamento com o medicamento de referência.

Para o nutrólogo, a aprovação representa uma possibilidade de aumentar a acessibilidade aos tratamentos para a obesidade.

Publicidade

"Na prática a gente tem uma nova realidade que tem de se abrir para o mercado brasileiro e isso sem sombra de dúvida é uma esperança para esses tratamentos. Principalmente para terem mais acessibilidade para os pacientes com obesidade", finaliza Giorelli.

A aprovação, no entanto, não significa que o medicamento deva ser utilizado por qualquer pessoa que queira perder peso. A indicação de tratamentos com semaglutida deve considerar a avaliação de um profissional de saúde.

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações