Alerta médico: Uso breve de cigarros eletrônicos pode causar danos pulmonares duradouros

Pesquisa conduzida por cientistas norte-americanos aponta estresse celular e maior vulnerabilidade a infecções virais em apenas 24 horas

14 out 2026 - 22h25
Resumo
Estudo do National Jewish Health publicado na JCI Insight revela que o uso breve de cigarros eletrônicos causa danos pulmonares graves e duradouros. Apenas 24 horas de vapor rompem a barreira celular, retardam a reparação tecidual e aumentam o estresse dos tecidos por até dez dias após a interrupção. A inalação também enfraquece a imunidade, elevando a carga viral de SARS-CoV-2 pela supressão de genes antivirais, o que explica o aumento de lesões respiratórias graves associadas a esses dispositivos.

Uma nova investigação científica conduzida por pesquisadores do prestigiado centro médico National Jewish Health, nos Estados Unidos, trouxe dados alarmantes sobre os impactos nocivos causados pelos cigarros eletrônicos. O levantamento, cujos resultados foram publicados na conceituada revista científica JCI Insight, demonstrou que mesmo a exposição de curto prazo ao vapor dos dispositivos pode lesionar gravemente a porção distal do pulmão. A região afetada é responsável direta pela troca de oxigênio com o sangue, o que eleva a preocupação entre pneumologistas no Brasil e no mundo.

Alerta médico: Uso breve de cigarros eletrônicos pode causar danos pulmonares duradouros
Alerta médico: Uso breve de cigarros eletrônicos pode causar danos pulmonares duradouros
Foto: Canva / Perfil Brasil

Danos celulares rápidos e imunidade comprometida pelo uso de cigarros eletrônicos

Os ensaios pré-clínicos demonstraram que um período de apenas 24 horas de contato com as substâncias químicas do vapor é suficiente para romper a barreira protetora do tecido pulmonar. Os testes evidenciaram um aumento significativo no estresse celular, retardo no processo natural de reparação dos tecidos e elevação da taxa de mortalidade das células. Além disso, as alterações estruturais provocadas pelos cigarros eletrônicos persistiram por até dez dias após a interrupção da exposição de cinco dias, comprovando a durabilidade dos efeitos nocivos no organismo humano.

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Vulnerabilidade viral e os alertas médicos em São Paulo e no país

Além da destruição tecidual, a inalação do vapor reduziu drasticamente a resposta imunológica das células contra agressões externas. Quando expostos posteriormente ao vírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19, os tecidos que tiveram contato prévio com o dispositivo apresentaram uma carga viral expressivamente maior devido à supressão de genes antivirais. A pneumologista e autora sênior do trabalho, Irina Petrache, reforçou que as descobertas ajudam a explicar clinicamente o aumento de casos de lesões respiratórias graves associadas ao consumo dos dispositivos no mercado nacional.

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