Acidente com bolo de aniversário deixa homem de 33 anos por 18 meses com canudo preso atrás do olho direito

Um corte após uma festa parecia inofensivo, mas escondia uma surpresa. Entenda o caso do canudo preso no olho por 18 meses.

22 out 2026 - 09h00
(atualizado às 09h03)
Resumo
Um homem de 33 anos viveu por 18 meses com um canudo plástico de 3 centímetros alojado na órbita do olho direito após bater o rosto em um bolo de aniversário. O ferimento cicatrizou sem pontos, mas o plástico começou a expelir pela pálpebra meses depois, gerando infecção e dor. O objeto, usado como suporte estrutural no doce, foi retirado cirurgicamente nos Estados Unidos após tratamento com antibióticos. Apesar da gravidade da lesão, o paciente se recuperou totalmente sem perder a visão.

Um corte aparentemente inofensivo na pálpebra não parecia motivo para preocupação. Mas, 18 meses depois de bater o rosto em um bolo de aniversário, um homem de 33 anos descobriu que um canudo plástico azul continuava alojado dentro da órbita do olho direito.

O objeto começou a aparecer pelo antigo ferimento mais de um ano depois do acidente.

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Quando o homem procurou atendimento por causa de dor e inchaço, os médicos encontraram uma infecção nos tecidos ao redor do olho. Apesar da complicação, sua visão continuava normal.

O caso foi descrito por oftalmologistas do Loma Linda Eye Institute, na Califórnia, Estados Unidos, em um relato publicado na revista científica International Journal of Surgery Case Reports.

O corte cicatrizou, mas o canudo preso no olho continuou lá

Após o acidente, o homem procurou um pronto-socorro por causa de um pequeno corte na parte superior e interna da pálpebra direita. Segundo o relato, a lesão não precisava de pontos. Ele foi liberado sem passar por exames de imagem, e o ferimento cicatrizou aparentemente sem complicações.

O problema só voltou a chamar a atenção cerca de 16 meses depois, quando um pedaço de plástico azul começou a sair pelo local da antiga lesão.

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O homem tentou retirar o objeto algumas vezes, mas não conseguiu. Em vez disso, passou a cortar a parte que ficava para fora à medida que o canudo parecia avançar.

A situação mudou quando a região ficou mais dolorida e inchada. Cerca de 18 meses após o acidente, ele voltou ao pronto-socorro.

Tomografia revelou o que estava escondido

Os médicos encontraram o canudo saindo da pálpebra, com pus ao redor. A tomografia confirmou que ele estava alojado dentro da cavidade que abriga o olho, entre dois músculos responsáveis por seus movimentos.

O exame também identificou uma infecção nos tecidos ao redor do globo ocular. Apesar disso, o homem mantinha a visão normal e apresentava apenas uma pequena dificuldade para olhar para cima com o olho direito.

Antes da cirurgia, ele recebeu antibióticos por duas semanas. O canudo, retirado inteiro, apesar de estar aberto ao longo do comprimento, media cerca de 3 centímetros.

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Doze semanas depois, o homem estava recuperado, com a visão preservada e os movimentos dos dois olhos normalizados.

Canudo preso no olho
Canudo preso no olho
Foto: SaúdeLAB

Bolo: Canva | Caso clínico e cicatrização: International Journal of Surgery Case Reports.

Como o canudo ficou escondido por tanto tempo

Os médicos apontam duas possíveis explicações. A primeira é o material. Diferentemente da madeira, o plástico tende a provocar uma reação inflamatória menos intensa, o que pode ter contribuído para que o canudo passasse despercebido por tanto tempo.

Isso não significa que seja inofensivo. No caso, a presença do objeto provocou inflamação e, posteriormente, uma infecção.

A localização também pode ter influenciado. O canudo ficou entre músculos responsáveis pelos movimentos dos olhos, mas não causou alterações importantes que denunciassem sua presença.

Como não foram feitos exames de imagem na primeira consulta, o objeto não foi identificado.

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O risco escondido em alguns bolos de aniversário

Bolos de vários andares podem conter hastes, varetas ou canudos usados para sustentar a estrutura. Esses suportes ficam escondidos sob a cobertura e podem passar despercebidos durante uma comemoração.

Os médicos também citam um caso anterior, envolvendo uma adolescente de 14 anos que sofreu uma lesão na órbita após ter o rosto pressionado contra um bolo de andares com suportes de madeira.

Os episódios não mostram que esse tipo de acidente seja frequente. A preocupação é mais específica: quando o rosto bate diretamente em um bolo com estruturas rígidas escondidas, essas peças podem provocar ferimentos.

Quando uma lesão perto do olho merece atenção

Dor persistente, inchaço, vermelhidão, secreção ou alterações na visão após um trauma ocular exigem avaliação médica rápida. Visão dupla ou dificuldade para movimentar os olhos também são sinais de alerta.

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Se houver um objeto preso no olho ou nos tecidos ao redor, não tente removê-lo. Procure atendimento de emergência.

No caso relatado, o homem se recuperou completamente, mas precisou de antibióticos e cirurgia. O episódio reforça a importância de não ignorar sintomas que persistem ou surgem após uma lesão.

Fonte: SaúdeLAB
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