O SUS passou a disponibilizar nove medicamentos de alto custo contra diversos tipos de câncer, beneficiando inicialmente mais de 116 mil pessoas em 20 centros especializados. A medida é acompanhada por novas diretrizes do Inca para padronizar os tratamentos no país. Paralelamente, a rede pública iniciará um rastreamento inédito de câncer de intestino, distribuindo 400 mil testes preventivos para a população de 50 a 75 anos, visando diagnósticos precoces e maiores chances de cura.
O SUS (Sistema Único de Saúde) começou a disponibilizar a partir desta semana nove novos medicamentos de alto custo voltados para o tratamento oncológico, com o objetivo de ampliar as chances de cura e proporcionar maior qualidade de vida aos pacientes. Anunciada em agenda oficial no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, a medida busca assegurar que tratamentos complexos cheguem de forma efetiva à população, fortalecendo a rede pública de atendimento contra uma das doenças que mais preocupam os brasileiros.
O SUS amplia o acesso a terapias oncológicas e protocolos padronizados
Durante o anúncio, Rodrigo Oliveira, diretor do Departamento de Estratégias para a Expansão e Qualificação da Atenção Especializada do Ministério da Saúde, destacou que o combate à doença tornou-se prioridade central da gestão federal desde 2023. A distribuição inicial abrangerá pacientes com diagnósticos de câncer de mama, próstata, pulmão, rim, estômago, tireoide e diferentes tipos de linfoma, com expectativa de beneficiar mais de 116 mil pessoas em 20 centros especializados nesta primeira etapa antes da expansão total para a rede. Para garantir equidade nos atendimentos, o diretor-geral do Inca, Roberto Gil de Almeida, ressaltou o lançamento de novos Protocolos de Diretrizes Terapêuticas (PCDTs), que unificarão as linhas de tratamento em todo o país.
Rastreamento do câncer de intestino e testes preventivos na rede pública
Paralelamente à chegada dos novos fármacos, o SUS iniciará uma estratégia inédita de rastreamento voltada para o câncer de intestino, através da distribuição de 400 mil kits de exames de sangue oculto nas fezes. O procedimento, rápido e não invasivo, será direcionado a homens e mulheres com idade entre 50 e 75 anos, mesmo sem a manifestação de sintomas, permitindo a detecção precoce de lesões e o encaminhamento ágil para investigações mais detalhadas na rede pública.