Bem-estar em shows ainda pode soar estranho para muita gente, assim como foi com as primeiras edições da Virada Zen.
Nós nascemos ocupando parques e ruas de São Paulo com práticas gratuitas, e quando o convite da Anitta chegou, eu vi a chance de levar essa mesma lógica para um público que talvez nunca tivesse tido contato com ela.
Nós estamos vivendo em uma sociedade adoecida. Os índices de depressão e ansiedade acompanhados pela Organização Mundial da Saúde mostram isso, e as pessoas estão buscando muito onde encontrar conforto e caminhos para uma vida melhor, mais saudável.
Neste texto eu conto como pensei a curadoria da Vila Equilibrivm, por que escolhi vivências no lugar de conversas e o que observei na estreia em Porto Alegre.
Porque aceitei o convite da Vila Equilibrivm
Quando recebi o convite, fiquei muito feliz com a oportunidade, porque a Virada Zen é esse lugar onde as novas práticas se apresentam e as pessoas conseguem acessar. Poder viver uma experiência dessas, para quem nunca teve a chance, faz parte da nossa missão.
A Anitta já declarou em várias entrevistas que muitas dessas práticas foram importantes para o caminho espiritual dela. Então, já que foi bom para ela, por que não oferecer isso para o público dela?
Eu fui com a pegada da Virada Zen, com a energia da Virada Zen.
O que precisava estar na Vila
A Virada Zen é um coração de mãe. Nós queremos colocar todo mundo, sempre. Mas quando chegamos a um evento onde a nossa função é apenas a curadoria, é preciso escolher.
O critério foi priorizar atividades mais sensoriais, para impactar o povo mesmo energeticamente. Por isso optamos por não fazer painéis de discussão nem rodas de conversa.
A ideia era que cada pessoa pudesse viver na prática os caminhos para uma nova consciência, para cura, saúde e bem-estar. Não falar sobre eles, e sim experimentar.
💡 Essa é uma diferença importante em relação a um festival próprio. Na Virada Zen nós temos dias inteiros e conseguimos abrir espaço para o debate. Dentro de uma turnê, com o público chegando aos poucos e o show marcado, a vivência curta rende mais.
Também pesou a aderência ao público da Anitta. Sempre chega gente nova, e a ideia era montar uma composição que realmente funcionasse para quem estava ali, de modo que todos saíssem transformados ou, no mínimo, motivados a conhecer mais das práticas e a se tratar bem.
Quem conduz as vivências em cada cidade
Nós optamos por escolher participantes de cada cidade. A intenção foi honrar e prestigiar os trabalhadores da luz, como eu costumo chamar os terapeutas, e dar visibilidade a quem já faz esse trabalho localmente.
Muitos deles já participavam da Virada Zen, o que ajudou bastante, porque a curadoria foi entregue em um espaço de tempo curto.
Esse desenho tem um efeito que eu considero valioso: quando alguém gosta de uma prática e quer continuar, a pessoa que conduziu está na mesma cidade. O contato não se perde quando a turnê vai embora.
Como equilibrar vivência coletiva e atendimento individual
O tempo é curto, isso é um fato. Nós resolvemos escolhendo gente muito qualificada, para que a troca acontecesse com bastante agilidade, mesmo em poucos minutos.
A grade combina os dois formatos. Há atividades coletivas, que recebem grupos maiores, e atendimentos individuais, que acontecem em paralelo.
Os atendimentos individuais foram um sucesso. Tinha muitas e muitas filas.
Por que a Astrologia entrou na Vila
A Astrologia é um tema que todo mundo ama, inclusive eu. Se é possível ter uma bússola que vai nos guiando na vida, ela é muito importante. Então não podia ficar de fora.
Achei muito legal que foi uma das atividades mais procuradas. As filas eram imensas, e havia uma vontade real de se conectar com o Personare.
Desde pequenos nós falamos de signo. O brasileiro é um povo de muita fé, com esse olhar voltado também para o místico, então o interesse pelos signos é natural.
E poder fazer um Mapa Astral no meio de um grande show, com tudo acontecendo ao redor, é sonhar caminhos para uma vida mais gostosa.
Além do que, a própria Anitta já havia usado a ferramenta publicamente. Em fevereiro deste ano, ela abriu o Mapa Astral do Personare nos bastidores dos ensaios para analisar o Mapa do maquiador.
O que Porto Alegre me mostrou
Ficamos bem impressionados com Porto Alegre, porque tivemos uma grande adesão às atividades. O público realmente participou.
E isso é só o começo. Tenho certeza de que é o início de uma nova era, em que nós vamos procurar viver cada vez mais saudáveis.
Sinto que furamos uma bolha.
Conclusão
Nós estamos precisando de esperança, de amor, de alegria, de paz. Isso não tem inteligência artificial que resolva. É poder se olhar no olho, é se autoconhecer. Quando a pessoa se autoconhece, ela ganha liberdade.
Não temos tempo a perder. Precisamos nos unir a serviço da luz, a serviço do bem.
Eu vivi isso na minha experiência. Já passei por muitos desafios, e o que me trouxe de volta para o meu centro foi ter saúde mental, conseguir dominar a minha mente, viver em paz.
Se despertarmos cinco, dez, quinze corações, já valeu a pena, porque a vida daquela pessoa vai ficar melhor. Que cada um saia com uma sementinha plantada.
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O post A curadoria por trás da Vila Equilibrivm apareceu primeiro em Personare.
Mariana Amaral (mariana@viradazen.com.br)
- Publicitária e articuladora cultural, Mariana Amaral é idealizadora da Virada Sustentável e da Virada Zen, iniciativas que transformam o espaço urbano por meio da arte, do bem-estar e da consciência coletiva, com projetos inovadores e regenerativos.