8 sinais de que seu corpo está sofrendo com o excesso de tempo sentado

Especialista alerta para os impactos do sedentarismo e da permanência prolongada na mesma posição

18 jun 2026 - 18h31

Com a popularização do trabalho remoto, o aumento do uso de telas e rotinas cada vez mais sedentárias, passar horas sentado se tornou um hábito comum para muitas pessoas. Embora pareça inofensivo, permanecer longos períodos na mesma posição pode trazer consequências para a saúde musculoesquelética, cardiovascular e até mental.

O corpo costuma dar sinais de que está sofrendo com a falta de movimento, mas muitas vezes esses alertas são ignorados
O corpo costuma dar sinais de que está sofrendo com a falta de movimento, mas muitas vezes esses alertas são ignorados
Foto: PerfectWave | Shutterstock / Portal EdiCase

Segundo o ortopedista Dr. João Grangeiro, diretor médico da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), o corpo costuma dar sinais de que está sofrendo com a falta de movimento, mas muitas vezes esses alertas são ignorados.

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"Nosso organismo foi feito para se movimentar. Quando passamos muito tempo sentados, diversos sistemas do corpo são afetados, desde músculos e articulações até a circulação sanguínea. Identificar esses sinais precocemente ajuda a prevenir problemas mais graves no futuro", explica.

Abaixo, confira 8 sinais de que o excesso de tempo sentado pode estar afetando sua saúde:

1. Dores frequentes nas costas

A sobrecarga na coluna, especialmente na região lombar, é uma das consequências mais comuns de permanecer sentado por muitas horas, principalmente quando a postura não é adequada.

2. Rigidez no pescoço e nos ombros

Ficar olhando para telas por longos períodos pode gerar tensão muscular, causando desconforto, dores e sensação de travamento na região cervical.

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3. Formigamento nas pernas

A posição sentada por muito tempo pode prejudicar a circulação sanguínea e comprimir nervos, provocando sensação de dormência ou formigamento nos membros inferiores.

4. Inchaço nos pés e tornozelos

A redução da movimentação dificulta o retorno venoso, favorecendo o acúmulo de líquidos e o surgimento de inchaços ao longo do dia.

A falta de movimentação regular pode favorecer a rigidez muscular e reduzir a flexibilidade ao longo do tempo
Foto: Hazal Ak | Shutterstock / Portal EdiCase

5. Perda de flexibilidade

Músculos e articulações tendem a ficar mais rígidos quando permanecem muito tempo sem movimento, dificultando atividades simples do dia a dia.

6. Cansaço constante

Mesmo sem realizar esforço físico intenso, o sedentarismo pode contribuir para a sensação de fadiga, já que a falta de movimento afeta o metabolismo e a disposição.

7. Ganho de peso

A diminuição do gasto energético associada a longos períodos sentado favorece o acúmulo de gordura corporal e aumenta o risco de obesidade.

8. Dificuldade para manter uma boa postura

Com o passar do tempo, músculos responsáveis pela estabilização da coluna podem enfraquecer, tornando mais difícil sustentar uma postura adequada.

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Como reduzir os impactos?

De acordo com o Dr. João Grangeiro, pequenas mudanças na rotina já podem fazer diferença. "O ideal é levantar-se a cada 50 ou 60 minutos para caminhar por alguns minutos, fazer alongamentos e evitar permanecer muitas horas consecutivas na mesma posição. Além disso, a prática regular de atividades físicas é fundamental para compensar os efeitos do sedentarismo", afirma.

O especialista reforça que dores persistentes, limitações de movimento ou desconfortos frequentes devem ser avaliados por um profissional de saúde para evitar a evolução de problemas musculoesqueléticos.

Por Júlia Vianna

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