3 doses da vacina contra covid-19: o que mudou entre crianças vacinadas e não vacinadas

Vacina contra covid-19 em crianças pequenas pode fazer diferença contra casos graves? Pesquisa encontrou um resultado que chama atenção.

17 set 2026 - 11h00
(atualizado às 11h00)
Resumo
Um estudo da USP com 2 milhões de crianças de 6 meses a 4 anos revelou que três doses da vacina da Pfizer reduziram em 97% os casos graves de covid-19 em comparação aos não vacinados, sem registro de óbitos no grupo imunizado. Os não vacinados somaram 85% das internações por SRAG. Esquemas incompletos da Pfizer ou duas doses da CoronaVac não mostraram proteção consistente contra formas graves, reforçando a importância do esquema vacinal completo de três doses para garantir a proteção dos pequenos.

Na maioria das vezes, a covid-19 não causa complicações graves nas crianças. Mas isso não significa que os pequenos estejam totalmente protegidos de uma evolução mais séria da doença, especialmente nos primeiros anos de vida.

Vacina contra covid-19 / Canva
Vacina contra covid-19 / Canva
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

É justamente nessa faixa etária que uma nova pesquisa brasileira encontrou uma diferença importante. Crianças de 6 meses a 4 anos que receberam três doses da vacina da Pfizer/BioNTech tiveram 97% menos casos graves de covid-19 do que aquelas que não haviam sido vacinadas.

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O resultado chama atenção porque crianças menores de 5 anos ainda estão entre os grupos sobre os quais havia menos evidências de proteção das vacinas contra formas graves da doença.

Também ajuda a responder uma pergunta que muitos pais podem ter hoje: afinal, qual é a diferença que a vacinação pode fazer para os pequenos?

Vacina contra covid-19: o que muda para crianças de até 4 anos

A pesquisa acompanhou mais de 2 milhões de crianças de 6 meses a 4 anos, em 24 municípios brasileiros, entre julho de 2022 e dezembro de 2024.

Os principais números ajudam a dimensionar o que os pesquisadores encontraram:

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  • 1.384 hospitalizações por SRAG associadas à covid-19 foram registradas durante o período;
  • 27 crianças morreram em decorrência da doença;
  • entre as crianças que completaram as três doses da Pfizer/BioNTech, não houve registro de óbito;
  • os não vacinados concentraram 85% das hospitalizações por SRAG associadas à covid-19;
  • uma ou duas doses da Pfizer/BioNTech não apresentaram benefícios consistentes, e os resultados variaram conforme a idade.

O conjunto dos dados reforça um ponto importante da pesquisa. Para essa faixa etária, o benefício encontrado foi mais claro quando o esquema de três doses foi completado.

E a CoronaVac?

O resultado foi diferente quando os pesquisadores olharam para a CoronaVac, usada em crianças de 3 e 4 anos. Duas doses não mostraram uma redução clara nos casos graves de covid-19 nessa faixa etária.

A pesquisa também não conseguiu dizer se uma terceira dose faria diferença. Havia poucas crianças com esse esquema vacinal para que os pesquisadores pudessem chegar a uma conclusão confiável.

Isso não quer dizer que a CoronaVac "não funciona". Os próprios autores destacam que ela teve importância durante a pandemia.

O que os resultados mostram é que a proteção de uma vacina precisa continuar sendo avaliada na população, especialmente quando surgem novas variantes e o cenário da doença muda.

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Uma proteção que continua fazendo diferença

A covid-19 já não ocupa o mesmo espaço que teve nos primeiros anos da pandemia, mas continua circulando.

Para as crianças pequenas, os resultados reforçam o valor da vacinação na redução do risco de complicações graves e hospitalizações.

O trabalho foi realizado por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da USP e publicado na revista científica Vaccine.

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Fonte: SaúdeLAB
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