Musicoterapia em pacientes cirúrgicos deve considerar perfil clínico e saúde mental

17 set 2026 - 10h14
(atualizado às 10h15)
Resumo
Estudo avaliou a musicoterapia em pacientes cirúrgicos com transtornos mentais ou uso de substâncias, revelando que os encaminhados à prática tinham quadros mais graves e complexos. O grupo atendido teve internações 41,8% mais longas e três sessões não bastaram para reduzir o uso de opioides. Os resultados mostram que a eficácia da terapia depende da frequência das sessões, da integração ao tratamento e do perfil clínico do paciente, sem desabonar o potencial benéfico da intervenção.

17 de setembro de 2026 (Bibliomed). A musicoterapia vem sendo estudada como uma forma complementar de aliviar dor, ansiedade, estresse e fadiga em pacientes internados após cirurgias. Um novo estudo avaliou seu uso em pessoas que, além da cirurgia, também tinham transtornos mentais ou histórico de uso de substâncias.

Musicoterapia em pacientes cirúrgicos deve considerar perfil clínico e saúde mental
Musicoterapia em pacientes cirúrgicos deve considerar perfil clínico e saúde mental
Foto: deeangelo60141735/Evanto / Boa Saúde

A pesquisa comparou pacientes que receberam entre 2 e 10 sessões de musicoterapia com outros que receberam apenas os cuidados habituais. Os resultados mostraram que os pacientes encaminhados para musicoterapia eram, em geral, mais graves e complexos. Eles tinham mais ansiedade, transtornos ligados a trauma ou estresse, insuficiência cardíaca, maior uso inicial de opioides e maior necessidade de cuidados paliativos.

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Após ajustes estatísticos, o grupo que recebeu musicoterapia apresentou internação 41,8% mais longa. Além disso, uma mediana de três sessões, realizadas em menos de 20% dos dias de internação, não reduziu de forma significativa o uso de opioides.

Isso não significa que a musicoterapia não funcione. O estudo sugere que seus benefícios podem depender da frequência das sessões, do perfil do paciente e da forma como ela é integrada ao tratamento hospitalar.

Fonte: Journal of Integrative and Complementary Medicine. DOI: 10.1177/27683605261444109.

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