Virginia Fonseca relata luta contra depressão gestacional e reforça alerta sobre saúde mental

Veja como surgem os primeiros sinais da depressão gestacional; e quando é necessário procurar ajuda

22 jun 2026 - 12h10
Resumo
Virginia Fonseca revelou ter enfrentado depressão gestacional na gravidez de sua filha mais velha, Maria Alice, em 2020. A influenciadora destacou a importância do diagnóstico e tratamento, como terapia, acompanhamento médico e apoio familiar, para lidar com a condição. Ela também falou sobre os desafios de ser mãe e o impacto na saúde mental. 💬

A influenciadora Virginia Fonseca, de 27 anos, fez um desabafo sincero em suas redes sociais.

Confira os primeiros sinais de depressão na gravidez
Confira os primeiros sinais de depressão na gravidez
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Ela revelou que enfrentou um quadro de depressão gestacional durante a gravidez de sua filha mais velha, Maria Alice, hoje com 5 anos.

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A gestação aconteceu em 2020 de forma inesperada, logo no início do namoro com o cantor Zé Felipe.

"Quando eu engravidei da Maria Alice, foi muito do nada. Eu comecei a falar que eu não queria. Depois de acabar de conhecer o Zé Felipe, eu falei: 'Caraca'. E eu comecei a me culpar, a me cobrar por estar sentindo isso", desabafou a empresária.

Virginia relatou o sofrimento silencioso que viveu na época.

"Eu sentia que não queria, mas ao mesmo tempo eu já era mãe. Eu já sentia que eu era mãe", explicou.

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O caso da famosa serve de alerta, pois a depressão na gravidez é uma condição médica séria e atinge muitas mulheres.

O que é a depressão gestacional e quais os sintomas?

Muitas vezes confundida com as oscilações de humor comuns da gravidez, a depressão gestacional é uma doença psiquiátrica.

Ela é provocada por uma combinação de intensas alterações hormonais e fatores emocionais ou sociais.

O diagnóstico precoce é fundamental para a saúde da mãe e do bebê. Os principais sinais de alerta incluem:

  • Tristeza persistente e crises de choro sem motivo aparente.

  • Sentimento profundo de culpa, incapacidade ou desespero.

  • Falta de conexão emocional com o bebê ou com a gestação.

  • Ansiedade extrema e medos obsessivos em relação ao futuro.

  • Alterações graves no sono (insônia ou sono excessivo) e apetite.

  • Isolamento social e perda de interesse por atividades que antes traziam prazer.

No caso de Virginia, a situação preocupou a família, embora ela tenha escondido o diagnóstico do público. "Foi aí que minha mãe foi para Goiânia, porque eu estava realmente vivendo uma depressão. E ninguém sabia. Eu continuei postando tudo normal nessa época da gestação", contou.

As opções de tratamento adequadas

A depressão na gravidez tem tratamento e não deve ser negligenciada. A falta de assistência médica adequada pode trazer riscos para o parto e afetar o desenvolvimento do feto.

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As principais abordagens terapêuticas são:

  • Psicoterapia: O acompanhamento com psicólogo é a primeira linha de tratamento. A terapia ajuda a gestante a processar os medos, culpas e as mudanças drásticas da maternidade.

  • Acompanhamento psiquiátrico: Em casos moderados a graves, o uso de medicamentos antidepressivos pode ser necessário. O médico psiquiatra avalia opções seguras que não prejudicam o bebê.

  • Rede de apoio: O acolhimento de familiares e amigos próximos é indispensável para o processo de cura.

Para a influenciadora, a melhora veio após o chá revelação.

"Quando eu soube que ia vir a Maria Alice, tudo mudou. Eu nunca mais pensei que eu não queria ser mãe. Foi realmente a virada de chave para a minha vida. Foi o maior amor que eu já senti no mundo", declarou.

A persistência da culpa materna

Hoje, Virginia também é mãe de Maria Flor, de 3 anos, e de José Leonardo, de 1 ano. Mesmo curada da depressão, ela admite que a maternidade ainda impõe desafios diários ligados à saúde mental.

Ela explicou que as telas de internet nem sempre mostram a realidade completa.

"As pessoas às vezes me veem fazendo as coisas e acham que está tudo bem, mas quem é mãe sabe a culpa que a gente carrega por, às vezes, sair para trabalhar e deixar os filhos", concluiu.

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Ao notar os primeiros sinais de desânimo prolongado na gestação, procure ajuda médica especializada imediatamente.

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