Virginia Fonseca revelou ter enfrentado depressão gestacional na gravidez de sua filha mais velha, Maria Alice, em 2020. A influenciadora destacou a importância do diagnóstico e tratamento, como terapia, acompanhamento médico e apoio familiar, para lidar com a condição. Ela também falou sobre os desafios de ser mãe e o impacto na saúde mental. 💬
A influenciadora Virginia Fonseca, de 27 anos, fez um desabafo sincero em suas redes sociais.
Ela revelou que enfrentou um quadro de depressão gestacional durante a gravidez de sua filha mais velha, Maria Alice, hoje com 5 anos.
A gestação aconteceu em 2020 de forma inesperada, logo no início do namoro com o cantor Zé Felipe.
"Quando eu engravidei da Maria Alice, foi muito do nada. Eu comecei a falar que eu não queria. Depois de acabar de conhecer o Zé Felipe, eu falei: 'Caraca'. E eu comecei a me culpar, a me cobrar por estar sentindo isso", desabafou a empresária.
Virginia relatou o sofrimento silencioso que viveu na época.
"Eu sentia que não queria, mas ao mesmo tempo eu já era mãe. Eu já sentia que eu era mãe", explicou.
O caso da famosa serve de alerta, pois a depressão na gravidez é uma condição médica séria e atinge muitas mulheres.
O que é a depressão gestacional e quais os sintomas?
Muitas vezes confundida com as oscilações de humor comuns da gravidez, a depressão gestacional é uma doença psiquiátrica.
Ela é provocada por uma combinação de intensas alterações hormonais e fatores emocionais ou sociais.
O diagnóstico precoce é fundamental para a saúde da mãe e do bebê. Os principais sinais de alerta incluem:
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Tristeza persistente e crises de choro sem motivo aparente.
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Sentimento profundo de culpa, incapacidade ou desespero.
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Falta de conexão emocional com o bebê ou com a gestação.
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Ansiedade extrema e medos obsessivos em relação ao futuro.
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Alterações graves no sono (insônia ou sono excessivo) e apetite.
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Isolamento social e perda de interesse por atividades que antes traziam prazer.
No caso de Virginia, a situação preocupou a família, embora ela tenha escondido o diagnóstico do público. "Foi aí que minha mãe foi para Goiânia, porque eu estava realmente vivendo uma depressão. E ninguém sabia. Eu continuei postando tudo normal nessa época da gestação", contou.
As opções de tratamento adequadas
A depressão na gravidez tem tratamento e não deve ser negligenciada. A falta de assistência médica adequada pode trazer riscos para o parto e afetar o desenvolvimento do feto.
As principais abordagens terapêuticas são:
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Psicoterapia: O acompanhamento com psicólogo é a primeira linha de tratamento. A terapia ajuda a gestante a processar os medos, culpas e as mudanças drásticas da maternidade.
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Acompanhamento psiquiátrico: Em casos moderados a graves, o uso de medicamentos antidepressivos pode ser necessário. O médico psiquiatra avalia opções seguras que não prejudicam o bebê.
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Rede de apoio: O acolhimento de familiares e amigos próximos é indispensável para o processo de cura.
Para a influenciadora, a melhora veio após o chá revelação.
"Quando eu soube que ia vir a Maria Alice, tudo mudou. Eu nunca mais pensei que eu não queria ser mãe. Foi realmente a virada de chave para a minha vida. Foi o maior amor que eu já senti no mundo", declarou.
A persistência da culpa materna
Hoje, Virginia também é mãe de Maria Flor, de 3 anos, e de José Leonardo, de 1 ano. Mesmo curada da depressão, ela admite que a maternidade ainda impõe desafios diários ligados à saúde mental.
Ela explicou que as telas de internet nem sempre mostram a realidade completa.
"As pessoas às vezes me veem fazendo as coisas e acham que está tudo bem, mas quem é mãe sabe a culpa que a gente carrega por, às vezes, sair para trabalhar e deixar os filhos", concluiu.
Ao notar os primeiros sinais de desânimo prolongado na gestação, procure ajuda médica especializada imediatamente.