Saúde 40+: os 10 exames preventivos que toda mulher precisa fazer

A chegada aos 40 anos traz mudanças hormonais e pede atenção dobrada. Conheça os exames essenciais para garantir saúde e bem-estar!

26 mai 2026 - 20h12

A chegada aos 40 anos é um marco de maturidade, realizações e, claro, de transformações no corpo feminino. É nessa fase que os primeiros sinais da transição para a menopausa começam a dar as caras, exigindo uma atenção muito mais estratégica com a saúde.

Longe de ser apenas uma obrigação de rotina, a realização de exames preventivos após as quatro décadas é o passaporte definitivo para garantir o bem-estar e a qualidade de vida no futuro.

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A urgência desses cuidados é amparada pela ciência: um estudo publicado no prestigiado British Medical Journal (BMJ) revelou que mulheres que deixam de fazer a primeira mamografia apresentam um risco 40% maior de morrer em decorrência do câncer de mama.

"Adiar ou não realizar exames médicos aos 40 anos pode levar uma mulher a receber diagnóstico tardio de doenças graves, muitas vezes quando as enfermidades já estão em fases avançadas e com menor chance de tratamento", alerta a Dra. Juliana Corrêa, ginecologista do AmorSaúde.

Segundo a especialista, a detecção precoce de alterações permite intervenções simples — que vão desde ajustes no estilo de vida até o uso de medicações —, reduzindo complicações drásticas e evitando que doenças silenciosas avancem.

Abaixo, listamos o check-up essencial dos 40 anos com os 10 exames indicados pela médica para manter a sua saúde em dia:

O Check-up dos 40: 10 exames indispensáveis

  • 1. Aferição da pressão arterial: Deve ser realizada pelo menos uma vez ao ano. É fundamental para detectar a hipertensão, uma condição silenciosa que eleva o risco de complicações cardíacas.

  • 2. Exame de colesterol (lipidograma): Essencial para identificar alterações nos níveis de gordura no sangue, um dos principais vilões das doenças cardiovasculares. Deve ser feito a cada 5 anos (ou menos, caso haja histórico familiar).

  • 3. Cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal): Feito anualmente, ajuda o profissional de saúde a mapear riscos de magreza ou sobrepeso, servindo de base para reeducação alimentar e mudanças de hábitos.

  • 4. Avaliação da glicemia: Exame que rastreia os níveis de açúcar no sangue para flagrar o diabetes antes que ele cause complicações. A indicação é repeti-lo a cada 3 anos, ou anualmente diante de fatores de risco.

  • 5. Mamografia: O exame mais eficaz na detecção precoce de lesões mamárias e na prevenção do câncer de mama, garantindo tratamentos menos invasivos e com altas chances de cura. Deve se tornar um compromisso anual a partir dos 40 anos.

  • 6. Exame clínico das mamas: Realizado no próprio consultório pelo ginecologista ou profissional de saúde, serve como um diagnóstico complementar para buscar possíveis nódulos na região. Deve ser feito anualmente.

  • 7. Papanicolau ou teste de HPV: Ambos previnem o câncer do colo do útero ao identificar lesões precursoras. O Papanicolau é indicado a cada três anos (após dois resultados normais seguidos), enquanto o teste de HPV pode ser feito a cada cinco anos se o resultado for negativo.

  • 8. Sorologia: Exames de sangue voltados para detectar Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), como HIV, sífilis e hepatites B e C. Evitam desdobramentos graves como infertilidade e problemas neurológicos ou hepáticos. Deve ser feito ao menos uma vez na vida ou conforme exposição de risco.

  • 9. Colonoscopia: Rastreia o câncer colorretal e pólipos no intestino. O protocolo geral indica o início aos 50 anos, com repetição a cada 10 anos, mas o médico pode antecipar o exame caso o paciente tenha histórico familiar da doença.

  • 10. Densitometria óssea: Focada na detecção de osteopenia e osteoporose (fragilidade dos ossos). É indicada para mulheres acima de 65 anos, mas deve ser antecipada para os 50 anos em casos de tabagismo, alcoolismo ou menopausa precoce.

Casos específicos e fatores de risco

Muitas das doenças que mais afetam as mulheres maduras — como o diabetes, a hipertensão e o colesterol alto — não dão sinais de aviso, mas multiplicam o risco de infarto e AVC. Por isso, o rastreamento deve ser proativo.

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A Dra. Juliana Corrêa esclarece que exames como a ultrassonografia transvaginal, por exemplo, não entram no check-up de rotina de forma cega; eles são recomendados apenas diante de sintomas específicos, como dor pélvica, inchaço na região ou dor ao urinar.

Por outro lado, o calendário de exames precisa ser antecipado ou intensificado caso a mulher apresente condições de risco prévias, tais como:

  • Histórico familiar de câncer (mama, ovário ou intestino)

  • Obesidade ou sobrepeso

  • Tabagismo ou alcoolismo

  • Síndrome dos ovários policísticos (SOP)

  • Doenças crônicas ou imunossupressão

  • Menopausa precoce

Cuidar de si mesma não deve ser uma reação à dor ou ao desconforto. Com os recursos e a evolução da medicina atual, o foco total está na prevenção: agir antes que o problema se instale é o segredo para envelhecer com energia, autonomia e saúde plena. Procure seu ginecologista e atualize seus exames!

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