Gostar do trabalho depende de inúmeros fatores, e muitos deles estão fora do nosso controle. Ainda assim, pequenas atitudes podem melhorar a relação com o emprego, como estabelecer limites, ter um hobby e evitar almoçar sozinho.
Pensando nisso, o Estadão reuniu dicas para aumentar o seu nível de satisfação onde atua, embora, em alguns casos, ainda pareça difícil associar felicidade ao trabalho.
Confira a seguir.
1. Não almoce sozinho
Antônio Carlos Matos é autor do livro "Equilíbrio, Estrutura & Estratégia - Como a Arte do Vinho Pode Inspirar a Gestão Empresarial". Ele acredita que, por mais trivial que pareça, as conversas informais em um café ou almoço podem estimular o senso de pertencimento e felicidade, pois trazem um novo sentido ao dia a dia.
Com isso, o trabalho deixa de ser apenas tarefa e passa a ser convivência, troca, crescimento mútuo, além de ajudar a criar conexões.
2. Aprenda algo novo
O autor também recomenda criar o hábito de aprender algo novo mesmo que seja considerado básico ou pequeno.
"Seja curioso e seja você mesmo sem medo de perguntar", sugere. Carlos afirma que a curiosidade é capaz de gerar mais segurança na hora de ter conversas importantes no trabalho.
3. Estabeleça metas pessoais
Para Caroline Marcon, consultora organizacional e autora do livro "O poder dos times AAA", estabelecer metas pessoais pode trazer senso de propósito e realização.
Por exemplo, se oferecer para mentorar um profissional mais júnior, ou até mesmo fazer uma apresentação sobre a área em uma reunião externa.
4. Busque um hobby
Especialistas apontam a importância de não resumir sua identidade ao trabalho. Seu valor não deve estar totalmente atrelado à profissão.
Buscar validação apenas pelo cargo ou pelas tarefas que executa pode gerar frustração e outros problemas no longo prazo.
Por isso, é fundamental investir em hobbies e atividades fora do ambiente profissional, ainda que não saiba exatamente do que gosta fora do trabalho. Ouse experimentar até encontrar algo.
5. Não se compare
Medir o valor do seu trabalho a partir do que outros colegas estão fazendo ou ganhando é um caminho sem volta.
A prática pode minar sua autoestima profissional. Nos momentos em que sentir inveja ou tentar se comparar, relembre a sua trajetória e liste os seus objetivos pessoais.
Por exemplo, em vez de se frustrar ao ver um colega ser promovido, concentre-se em desenvolver novas habilidades.
6. Faça estas 6 perguntas a si mesmo
Caroline Marcon ainda sugere identificar as motivações para entender as próprias necessidades e o que está faltando. Assim, segundo a especialista, o profissional pode ter um panorama mais aprofundado de por que as coisas não estão "fluindo bem".
Tente responder às seguintes questões:
- Você se sente desafiado no dia a dia do seu trabalho?
- Você sente que consegue contribuir com o que tem de melhor, seus talentos e experiência?
- Você tem tarefas estimulantes, que proporcionem aprendizado contínuo?
- Além do fator financeiro, que outro significado o trabalho tem para você hoje?
- Se você não precisasse do dinheiro e pudesse escolher livremente como utilizar seu tempo, o que gostaria de fazer?
- Quais foram os momentos em que se sentiu mais feliz no trabalho? O que estava fazendo? Que impacto gerou nos outros?
"Se o profissional não estiver gostando do seu trabalho porque ele se tornou excessivamente difícil ou complexo, é preciso investir em capacitação ou uma rotação de função. Nesse caso, o desafio atual é maior que a habilidade profissional", afirma Marcon.