Neste sábado, 30 de maio, católicos ao redor do mundo celebram Santa Dinfna. Ela é considerada a padroeira da saúde mental, dos psicólogos e psicanalistas. Uma luz em meio às trevas de quem enfrenta a depressão ou as dores da mente, muitas vezes, de forma solitária. No entanto, para quem busca conforto na fé, a espiritualidade oferece um abraço de esperança através de várias figuras de luz.
Santa Dinfna
Na tradição, existem santos dedicados a interceder por esses pacientes, como Santa Filomena, Santa Margarida de Cortona, o Arcanjo Rafael e São Luís Martin. Mas o posto de principal protetora daqueles que sofrem com as tempestades da mente pertence a Santa Dinfna, uma jovem que viveu no distante século VII.
A história dela é comovente e nos ensina sobre coragem. Dinfna era filha de um rei pagão irlandês e de uma mãe cristã. Infelizmente, quando a jovem tinha apenas 14 anos, sua mãe faleceu. Consumido pela dor e em um momento de profunda perturbação mental, o rei decidiu que queria casar-se com a própria filha. Diante desse absurdo, Dinfna seguiu o conselho de seu confessor, o Padre Gerebernus, e decidiu fugir pelo mar para proteger sua integridade.
Eles encontraram abrigo na floresta de Geel, uma região que hoje pertence à Bélgica. Contudo, o pai conseguiu alcançá-los. Diante da firme recusa da filha, tomado por um ataque de fúria, ele ordenou a decapitação do padre e, em seguida, tirou a vida da própria filha.
A transformação da dor em milagres e cura
Séculos mais tarde, descobertas arqueológicas em Geel confirmaram a presença de sarcófagos antigos e inscrições que preservaram a memória desse sacrifício. Mas o verdadeiro milagre começou a acontecer depois da partida da jovem. No local onde Dinfna foi martirizada, inúmeros relatos de cura começaram a surgir. Pessoas que sofriam com transtornos mentais graves, depressão profunda e outras aflições psíquicas encontravam ali o alívio e a paz que tanto buscavam.
Como a lenda contava que o próprio pai da santa havia agido em um momento de loucura, Dinfna passou a ser invocada com muito amor como a padroeira da saúde mental. Seus símbolos trazem uma mensagem poderosa: a espada representa o seu martírio, enquanto o demônio acorrentado aos seus pés simboliza a vitória da paz sobre o caos que tenta aprisionar a nossa mente. Desse modo, o sofrimento da jovem transformou-se em um farol de esperança para o mundo.