Oferecimento

Todo mundo precisa de terapia? Por que quebrar tabus é importante quando se fala em saúde mental

O Brasil lidera os índices de ansiedade no mundo, gerando um interesse crescente pelos cuidados com a mente. Mas afinal, a psicoterapia é indicada para todos? Descubra como funciona esse processo e a importância de achar a abordagem que combina com você

30 mai 2026 - 09h09

Cuidar da mente virou uma das grandes prioridades dos nossos tempos. Felizmente, falar sobre saúde mental deixou de ser um tabu cercado de preconceitos e passou a ser visto como uma verdadeira necessidade diária. Esse movimento não acontece por acaso. Afinal, o Brasil ocupa hoje o posto de país mais ansioso do mundo, de acordo com dados alarmantes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Saúde mental: Um cardápio de opções quando se fala em terapia
Saúde mental: Um cardápio de opções quando se fala em terapia
Foto: Canva / Bons Fluidos

Por causa desse cenário desafiador, o interesse pelas mais diferentes formas de acolhimento psicológico cresceu de maneira muito expressiva nos últimos anos. No entanto, diante de tanta procura, uma pergunta muito comum e intrigante costuma surgir no debate público: será que todas as pessoas devem fazer terapia? Todo mundo realmente precisa passar por esse processo?

Publicidade

A resposta para essa questão é ampla e nos convida a olhar para a psicoterapia com outros olhos. Na realidade, o acompanhamento com um profissional não se dirige exclusivamente para quem está enfrentando um quadro de sofrimento psíquico profundo ou um transtorno diagnosticado. Longe disso. As sessões também funcionam como ótimas ferramentas de desenvolvimento humano. Elas ajudam quem busca uma vida mais solar e equilibrada, proporcionando um valioso espaço de autoconhecimento. Além do mais, o processo estimula reflexões profundas sobre como ser uma pessoa melhor, tanto nas relações com os outros quanto na nossa paz interna.

Saúde mental: Um cardápio de opções quando se fala em terapia

Se você decidir começar, vai perceber que encontrar o tratamento que mais combina com você é parte fundamental do processo de cura. Ao longo de décadas de estudos e pesquisas, a psicologia estruturou diferentes teorias e práticas profissionais. Por isso, não existe um modelo único de atendimento. Algumas abordagens, por exemplo, mergulham no passado e no subconsciente para buscar as respostas de que precisamos hoje. Enquanto isso, outras técnicas focam nas ações práticas do dia a dia para modificar comportamentos.

Ainda há aquelas correntes que preferem analisar todo o entorno social do sujeito para conseguir entender como a sua psique funciona. Portanto, o melhor conselho é se informar bem. Entender as diferenças entre as linhas terapêuticas e descobrir qual delas se alinha melhor com as suas necessidades atuais é um passo valioso para o sucesso do tratamento.

A onda da psicanálise e o impacto do ambiente

Nesse cenário de busca por respostas, os conteúdos sobre psicanálise simplesmente tomaram conta da internet nos últimos tempos. Esse fenômeno se espalhou por vários formatos, desde posts rápidos nas redes sociais até podcasts de longa duração. Como resultado positivo, esse movimento contribuiu bastante para democratizar o acesso ao conhecimento psicológico, aproximando a teoria do grande público. Essa onda digital foi tão forte que fez vários nomes históricos da psicanálise viralizarem com suas falas e conceitos antigos.

Publicidade

Um exemplo muito claro desse sucesso recente é o psicanalista inglês Donald Winnicott. Os textos e teorias dele tratam de temas profundamente humanos, como a relação com as mães, os ambientes em que vivemos, o sentimento de vazio e a sensação de futilidade. Mas o que explica esse sucesso todo na internet? Certamente, o seu estilo clínico acolhedor e empático, aliado a uma linguagem relativamente simples, ajuda a traduzir as nossas dores.

Além disso, a visão de Winnicott faz muito sentido para a sociedade atual. Ele defendia a ideia de que nem todo sofrimento é responsabilidade exclusiva da mente do indivíduo. Ou seja: muitas vezes, o sujeito pode estar deprimido ou exausto simplesmente porque trabalha em um ambiente tóxico, cercado por colegas competitivos, chefes abusivos e prazos desumanos. Desse modo, a terapia surge como um farol, ajudando a separar o que é nosso do que é apenas o peso do mundo ao nosso redor.

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se