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Queda de cabelo na menopausa: conheça a solução

Saiba por que as alterações hormonais, alimentação e metabolismo precisam ser avaliados antes de buscar procedimentos como o microagulhamento

15 set 2026 - 15h28
Resumo
A queda capilar na menopausa resulta de alterações hormonais, nutricionais e metabólicas, como a queda de estrogênio e variações de DHT. Procedimentos externos, como o microagulhamento, são insuficientes isoladamente: é preciso tratar a saúde de dentro para fora com alimentação e equilíbrio hormonal. Além disso, como o ciclo do fio fica mais lento nessa fase, a resposta aos tratamentos exige paciência, acompanhamento multidisciplinar e estratégias personalizadas.

A menopausa leva a mudanças importantes no corpo da mulher; queda de cabelo é uma das principais!

A queda de cabelo é uma das mudanças que podem acompanhar a menopausa e, para muitas mulheres, o primeiro impulso é buscar tratamentos diretamente no couro cabeludo. Mas, segundo a nutricionista Renata Branco, olhar apenas para os fios pode deixar de lado fatores importantes que estão por trás do problema.

A queda de cabelo durante a menopausa é uma das questões que mais assusta as mulheres
A queda de cabelo durante a menopausa é uma das questões que mais assusta as mulheres
Foto: Revista Malu

Durante a menopausa, a redução dos níveis de estrogênio e alterações relacionadas ao DHT (dihidrotestosterona) podem interferir no ciclo capilar. Além disso, o cabelo pode permanecer por mais tempo na chamada fase telógena, período de repouso do fio, o que ajuda a explicar por que a resposta aos tratamentos não costuma ser imediata.

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"Quando a mulher começa a perceber uma queda importante de cabelo na menopausa, é preciso investigar o que está acontecendo internamente. Não adianta pensar apenas no procedimento externo sem avaliar fatores hormonais, nutricionais e metabólicos", explica Renata.

Entre os pontos que merecem atenção está a avaliação do DHT. O material também cita estratégias nutricionais e fitoterápicas que podem ser consideradas individualmente, além da importância da alimentação e da reposição adequada de nutrientes.

Microagulhamento não deve ser visto como solução isolada

O microagulhamento capilar tem ganhado espaço entre os procedimentos utilizados para queda de cabelo. Para Renata, entretanto, ele tende a fazer mais sentido dentro de uma estratégia integrada.

"O microagulhamento pode trazer bons resultados, mas é preciso 'arrumar a casa por dentro'. Se existem questões como inflamação, resistência à insulina ou alterações de DHT, fazer apenas o procedimento pode não resolver a origem do problema. É preciso juntar as condutas", afirma.

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A alimentação também entra nessa equação. De acordo com a nutricionista, a prioridade deve ser avaliar e corrigir possíveis necessidades nutricionais e observar a resposta do organismo antes de concentrar o tratamento apenas em intervenções tópicas.

Outro desafio é a expectativa por resultados rápidos. Como o ciclo do cabelo é lento, poucas semanas de tratamento não são suficientes para avaliar a resposta.

"As pessoas fazem 30 dias e acham que não deu certo. O cabelo na menopausa permanece mais tempo na fase telógena, que pode durar de dois a quatro meses. É um processo que exige tempo e acompanhamento", explica Renata.

Para a nutricionista, a principal mensagem para mulheres que enfrentam queda de cabelo nessa fase é evitar soluções isoladas e investigar o organismo como um todo.

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"Cabelo também é reflexo do que acontece internamente. Por isso, alimentação, metabolismo e equilíbrio hormonal precisam fazer parte dessa avaliação. O procedimento pode ser um aliado, mas não deve ser a única estratégia", conclui.

O acompanhamento deve ser individualizado e, quando necessário, multidisciplinar, especialmente quando envolver alterações hormonais, medicamentos ou procedimentos.

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