O xerelete é um peixe bastante presente nas águas brasileiras e costuma aparecer com frequência em feiras, mercados e peixarias de todo o país. Por ser um pescado de médio porte, de carne firme e sabor suave, acaba se tornando uma opção recorrente para o consumo diário. Sua presença constante nas bancas faz com que muitas famílias o escolham pela combinação entre preço acessível e facilidade de preparo.
Esse peixe é encontrado tanto em águas costeiras quanto em áreas mais afastadas do litoral, o que contribui para a ampla oferta ao longo do ano. Em muitas regiões, o xerelete é vendido inteiro, em postas ou em filés, o que possibilita diferentes formas de uso na cozinha. Por ter espinhas bem distribuídas, costuma ser mais prático para quem está acostumado a lidar com peixes no dia a dia.
Xerelete: características, sabor e valor nutricional
O xerelete, também conhecido em algumas localidades como xerelete-do-mar ou peixe-xerelete, pertence a um grupo de peixes de corpo alongado e prateado, que nadam em cardumes próximos à costa. Sua carne tem textura firme e cor clara, o que favorece preparos que vão do simples assado ao tradicional ensopado. O sabor é considerado moderado, sem excesso de gordura, o que agrada quem prefere peixes mais leves.
Do ponto de vista nutricional, o xerelete se destaca por fornecer proteínas de boa qualidade, essenciais para manutenção de músculos, pele e outros tecidos do corpo. Além disso, oferece gorduras saudáveis, como os ácidos graxos do tipo ômega, e minerais importantes, entre eles fósforo, selênio e potássio. Também contém vitaminas do complexo B, que participam de processos relacionados ao metabolismo e à produção de energia.
Como outros peixes marinhos, o xerelete pode contribuir para uma alimentação mais diversificada, principalmente em regiões onde o consumo de frutos do mar faz parte da rotina. A inclusão de peixe no cardápio semanal costuma ser recomendada por profissionais de saúde, desde que respeitados critérios de higiene, conservação e preparo adequado. O xerelete, por ser facilmente encontrado no Brasil, acaba entrando naturalmente nessa lista de opções acessíveis.
Como escolher xerelete fresco nas peixarias?
Na hora de comprar xerelete, alguns cuidados ajudam a identificar se o peixe está em bom estado para consumo. A aparência geral do peixe é o primeiro sinal: a pele deve estar brilhante, úmida e com a coloração característica da espécie, sem manchas escuras ou ressecadas. Os olhos costumam ser observados com atenção, pois, em peixes frescos, permanecem claros, abaulados e com brilho, e não opacos ou afundados.
Outro ponto importante é o cheiro. O xerelete recém-pescado apresenta odor suave de mar, sem cheiro forte ou desagradável. As guelras, quando visíveis, precisam estar úmidas e com tom avermelhado ou rosado, e não acinzentadas. Ao toque, a carne deve ser firme, retornando rapidamente ao formato original após leve pressão com os dedos.
- Olhos claros, brilhantes e salientes.
- Pele úmida, sem partes escuras ou soltas.
- Cheiro suave, sem odor intenso.
- Guelras vermelhas ou rosadas, não acinzentadas.
- Carne firme, sem aspecto "esponjoso".
Em mercados onde o xerelete é vendido em postas ou filés, vale observar se não há excesso de líquido acumulado na bandeja, pois isso pode indicar descongelamento inadequado. Etiquetas com a data de embalagem e de validade também ajudam a avaliar o tempo de exposição do produto.
Quais são as formas mais comuns de preparo do xerelete?
O xerelete é considerado um peixe versátil, justamente por aceitar variados tipos de preparo sem perder a textura. Em muitas casas, ele é usado em receitas simples, como assado com legumes, grelhado na frigideira ou cozido em molhos à base de tomate, cebola e pimentão. Em regiões litorâneas, é comum ser servido inteiro, temperado com sal, alho, limão e ervas, indo ao forno ou à brasa.
Entre as formas de preparo mais comuns, destacam-se:
- Assado no forno: o peixe é disposto em assadeira com batatas, legumes e temperos, coberto ou não com papel-alumínio.
- Grelhado: postas ou filés de xerelete são colocados em chapa ou frigideira quente, com pouco óleo.
- Ensopado: cortes de peixe são cozidos em caldo de legumes, tomate e especiarias, resultando em um prato úmido e aromático.
- Frito em postas: após ser temperado, o peixe é passado em farinha ou apenas seco e levado ao óleo quente.
- Cozido com legumes: opção em que o peixe é preparado junto com cenoura, batata, pimentão e outros ingredientes.
Essa variedade de formas de preparo permite que o xerelete seja incluído em refeições de rotina e também em ocasiões especiais. Em alguns locais, ele é utilizado em caldeiradas e peixadas típicas, substituindo outras espécies mais caras, mantendo a estrutura do prato e ajudando a controlar o custo da refeição.
Cuidados com armazenamento e consumo do xerelete
Depois de adquirido, o xerelete precisa ser refrigerado ou congelado de maneira adequada para manter a qualidade. Quando guardado na geladeira, o ideal é que seja consumido em pouco tempo, geralmente em até dois dias, sempre mantido bem embalado para evitar contato com outros alimentos. No congelador, a durabilidade aumenta, mas é importante usar embalagens próprias, retirando o máximo de ar possível.
O descongelamento deve ser feito preferencialmente na parte baixa da geladeira, em recipiente fechado, evitando água corrente quente ou superfícies expostas. Esse cuidado ajuda a preservar a textura da carne e reduz o risco de contaminação. Outra medida relevante é cozinhar o peixe completamente, garantindo que atinja temperatura interna suficiente para o preparo seguro.
Ao longo dos últimos anos, até 2025, o xerelete continua sendo um peixe importante na mesa de muitas famílias brasileiras, por combinar disponibilidade, valor acessível e variedade de usos culinários. Com atenção à escolha, à conservação e ao preparo, esse peixe segue como um recurso frequente para quem busca incluir mais frutos do mar na alimentação cotidiana.