O efeito platô, caracterizado pela estabilização temporária do peso durante o emagrecimento, é uma reação comum do organismo. Conforme explica a nutróloga Victoria Aguiar, o fenômeno não indica falha na dieta, mas uma adaptação metabólica natural: ao perder massa corporal, água e glicogênio, o corpo passa a gastar menos energia para realizar as mesmas tarefas. Por isso, a estratégia inicial precisa ser ajustada para que a perda calórica continue de forma eficiente.
Você começou a mudar a alimentação, adotou uma rotina de exercícios e viu o ponteiro da balança baixar. Mas, depois de algumas semanas ou meses, o peso parece estacionar. Mesmo mantendo os cuidados, a perda já não acontece no mesmo ritmo.
Esse fenômeno é conhecido como efeito platô e é relativamente comum durante o processo de emagrecimento. Segundo a nutróloga Dra. Victoria Aguiar, o primeiro passo é entender que a estabilização do peso não significa necessariamente que o tratamento deixou de funcionar.
"O platô não significa que a pessoa fez algo errado ou que o organismo parou de responder. O corpo passa por adaptações durante o emagrecimento e, em determinado momento, a estratégia que funcionava no início pode precisar ser ajustada.", explica a Dra. Victoria.
O que é o efeito platô?
O efeito platô acontece quando a perda de peso desacelera significativamente ou fica temporariamente estabilizada após um período de emagrecimento.
No começo de uma dieta, principalmente quando há uma redução importante da ingestão calórica, a perda pode ser mais rápida. Parte dela ocorre pela diminuição dos estoques de glicogênio e da água associada a eles, além da redução de gordura corporal.
Conforme o peso diminui, porém, o organismo passa a gastar menos energia para realizar as mesmas atividades. Um corpo mais leve naturalmente precisa de menos energia para se manter.
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