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André Marques deixa agito da cidade para viver no campo: 'Conexão com a minha história'

Apresentador passa cerca de cinco dias por semana no Recanto do Marques, onde reforma a propriedade, convive com animais e preserva as memórias da família

1 out 2026 - 17h13
Resumo
Buscando desacelerar, André Marques trocou a agitação urbana pela rotina rural no sítio da família em Cachoeiras de Macacu (RJ). A propriedade, comprada por seu falecido pai, passou por uma reforma que virou projeto afetivo. O apresentador agora passa a maior parte da semana no local, cuidando de obras e de animais resgatados, sem a pressão de horários rígidos. O refúgio tornou-se um ponto de reencontro com suas raízes, com a natureza e com amigos, resgatando e criando memórias familiares.

Entre animais, natureza e uma rotina bem diferente daquela vivida na cidade, André Marques encontrou um lugar para desacelerar e se reconectar com a própria história. O apresentador tem passado boa parte da semana no Recanto do Marques, sítio localizado em Cachoeiras de Macacu, no Rio de Janeiro, que pertence à sua família desde antes de seu nascimento.

André Marques trocou parte da rotina na cidade por dias no campo e transformou o sítio herdado do pai em um refúgio cheio de memórias
André Marques trocou parte da rotina na cidade por dias no campo e transformou o sítio herdado do pai em um refúgio cheio de memórias
Foto: Reprodução/Instagram / Bons Fluidos

Depois de passar um período sem receber os mesmos cuidados de antigamente, a propriedade começou a ser recuperada por André. Aos poucos, o que inicialmente seria uma reforma se transformou em um projeto afetivo - e em uma nova maneira de organizar seus próprios dias. "Lá que eu achei conexão com a minha história, com as minhas raízes mesmo, as coisas que vivi ali, e mais especificamente com a natureza e os animais", contou ao gshow.

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Sítio guarda memórias do pai

A propriedade foi comprada por Otto Marques, pai do apresentador, antes mesmo do nascimento do filho. Otto morreu em maio de 2025, aos 73 anos, após enfrentar um câncer no pâncreas. Ao longo dos anos, mudanças na dinâmica familiar, incluindo a separação dos pais de André e os problemas de saúde enfrentados por Otto, fizeram com que a família se afastasse do sítio por um período. Quando decidiu retornar ao local para conferir como estava a propriedade, André não imaginava que acabaria tão envolvido em sua recuperação.

Conforme começou a organizar os espaços, surgiu também a vontade de devolver ao sítio parte do cuidado e da beleza que marcaram suas lembranças. A reforma ganhou, então, um significado ainda mais especial: preservar a história construída pelo pai e criar novas memórias ao lado da mãe. "Vou reformar, sabe, deixar esse lugar mais bonito do que era. Meu pai vai ficar orgulhoso de lá, minha mãe, que está aqui, graças a Deus, vai ficar feliz para caramba."

Cinco dias no campo e dois na cidade

A conexão foi tamanha que André acabou praticamente invertendo a lógica de quem possui uma casa de campo. Em vez de deixar o sítio apenas para os fins de semana, é lá que ele tem passado a maior parte dos dias.

"E eu comecei a ir fazendo, fazendo. Quando eu fui vendo, eu estou ficando mais lá do que aqui; fico tipo cinco [dias]. Normalmente, você vai para o sítio no fim de semana, né? Eu estou ficando lá e, no fim de semana, vindo para cá."

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A mudança também trouxe uma rotina diferente. No campo, André acompanha as obras, coloca a mão na massa e participa das transformações da propriedade, mas sem a pressão de cumprir uma agenda rígida. "O maneiro é a ocupação mesmo, sem compromisso de horário, sem compromisso da beleza, sem compromisso de provar nada para ninguém."

Animais fazem parte da nova rotina

Os novos moradores também têm quatro patas. A propriedade abriga animais resgatados, enquanto cães dividem espaço com cabras, vacas e cavalos pelas áreas externas. O convívio com os bichos é, inclusive, uma das partes que André mais valoriza nessa nova fase. Para ele, a ligação com o sítio passa não apenas pelas memórias familiares, mas também pela possibilidade de estar mais próximo da natureza. "Eles são melhores que gente", brincou.

Refúgio também virou ponto de encontro

Apesar de gostar de participar dos trabalhos, André conta com funcionários e colaboradores para cuidar da propriedade. Amigos também aparecem para ajudar, e seu afilhado está entre os frequentadores do sítio. "Tem os colaboradores, tem funcionários, tem os amigos que vão lá e ajudam também."

Assim, o lugar que durante tantos anos guardou lembranças da infância e da família começa a ganhar novas histórias. Entre reformas, animais e encontros com pessoas queridas, o antigo sítio do pai se tornou um refúgio onde André consegue trocar parte da agitação da cidade por uma vida mais próxima da natureza.

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