Segundo o Citi Research, os energéticos superaram o café como a principal fonte de cafeína entre jovens de 16 a 24 anos nos EUA (31% contra 27%). O crescimento estende-se a quase todas as faixas etárias, impulsionado pelo sucesso de versões sem açúcar e funcionais, que já somam 45% das vendas. No cenário geral, a preferência por energéticos subiu de 17% para 24%, enquanto o café recuou de 47% para 41%, mantendo sua liderança consolidada apenas entre consumidores acima dos 55 anos.
Os energéticos superaram pela primeira vez o café entre os jovens nos Estados Unidos. Além disso, o interesse cresceu em praticamente todas as faixas etárias, impulsionado principalmente pela busca por alternativas de baixa caloria.
Um estudo divulgado pelo Citi Research detalha essa transformação. Na faixa entre 16 e 24 anos, 31% dos entrevistados afirmam preferir os energéticos para consumir cafeína, um salto em comparação aos 21% registrados no ano anterior. Em contrapartida, a predileção pelo pretinho nesse mesmo grupo despencou de 40% para 27%.
Essa guinada ganha força com a expansão de versões sem açúcar no mercado. Afinal, a rotina de quem busca energia sem descuidar da dieta encontrou nas opções funcionais uma alternativa prática para o dia a dia.
O boom das opções zero açúcar e inovações
De acordo com o levantamento, os energéticos de baixa caloria já correspondem a 45% das vendas da categoria nos EUA, um crescimento expressivo contra os 37% de 2021 e os 14% de 2011. A análise do banco aponta que as inovações em sabores e as versões voltadas ao desempenho funcional impulsionam os resultados do setor.
Outros fatores que estimulam essa expansão incluem:
-
Crescimento do consumo entre o público feminino
-
Redução da diferença de preço em relação aos refrigerantes
-
Ganho de espaço visível nas gôndolas dos supermercados
-
Migração de consumidores de outras categorias de bebidas
Mais velhos preferiram mais energéticos e menos café
Ainda que os jovens liderem a mudança, a preferência também avançou sobre faixas etárias mais maduras. No grupo entre 25 e 34 anos, a escolha pelas latas subiu de 19% para 24%, enquanto o interesse pelo café caiu dez pontos percentuais, ficando em 40%.
Entre os adultos de 35 a 44 anos, o consumo de energéticos saltou de 16,8% para 23,6%, reduzindo principalmente a fatia antes ocupada pelo chá. A única faixa em que o café registrou alta foi entre maiores de 55 anos, alcançando 60% da preferência.
Ainda assim, até mesmo nesse público, os energéticos ganharam espaço ao avançar sobre o mercado de refrigerantes. No consolidado geral de todas as idades, a predileção pelos energéticos atingiu 24% (contra 17% no estudo anterior), enquanto o café caiu de 47% para 41%.