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Novo tratamento não hormonal para menopausa pode melhorar o sono, dizem especialistas

Fezolinetanto, aprovado pela Anvisa, ajuda a controlar as ondas de calor da menopausa e pode reduzir os despertares noturnos, contribuindo para um descanso mais reparador

22 jul 2026 - 21h25

Dormir bem durante a menopausa nem sempre é uma tarefa fácil. Ondas de calor, suor noturno e despertares frequentes costumam comprometer o descanso e impactar a qualidade de vida de muitas mulheres. Agora, um novo tratamento não hormonal aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) amplia as opções terapêuticas para controlar esses sintomas.

Novo tratamento não hormonal aprovado pela Anvisa pode aliviar as ondas de calor e favorecer noites de sono mais tranquilas durante a menopausa
Novo tratamento não hormonal aprovado pela Anvisa pode aliviar as ondas de calor e favorecer noites de sono mais tranquilas durante a menopausa
Foto: Canva / Bons Fluidos

O fezolinetanto, comercializado como Veoza™️, é o primeiro medicamento não hormonal autorizado no Brasil para tratar os sintomas vasomotores da menopausa. Segundo as informações divulgadas pelo Instituto do Sono/AFIP, o medicamento atua em receptores cerebrais responsáveis pela regulação da temperatura corporal, reduzindo a frequência e a intensidade das ondas de calor.

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Ondas de calor afetam o sono de muitas mulheres

Uma pesquisa internacional publicada na revista científica Menopause - The Journal of The Menopause Society avaliou 12.268 mulheres entre 40 e 65 anos em sete países. Além disso, os resultados mostraram que mais de uma em cada três brasileiras na pós-menopausa relatam ondas de calor moderadas ou intensas. Além disso, entre os países analisados, o Brasil apresentou a maior prevalência dessas queixas, alcançando 36,2% das participantes. Esses episódios costumam ocorrer durante a noite, interrompendo o sono diversas vezes e prejudicando o descanso.

Tratamento pode favorecer noites mais tranquilas

De acordo com Helena Hachul, ginecologista e pesquisadora do Instituto do Sono/AFIP, controlar os fogachos também pode trazer benefícios importantes para o sono.

"Os episódios de calor intenso e sudorese durante a noite interrompem o sono repetidas vezes. Mesmo quando a mulher consegue voltar a dormir, o sono costuma ser menos reparador, o que pode resultar em cansaço durante o dia, irritabilidade, dificuldade de concentração, prejuízo da memória e redução da produtividade", explica.

Além disso, a especialista destaca que existe uma relação entre os sintomas vasomotores, a qualidade do sono e a saúde emocional. Segundo ela, mulheres que apresentam ondas de calor frequentes também costumam relatar mais episódios de insônia, ansiedade e sintomas depressivos.

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"Quando conseguimos reduzir as ondas de calor noturnas, favorecemos a continuidade do sono e, consequentemente, a qualidade de vida dessas mulheres. Tratar os sintomas vasomotores não significa apenas aliviar os calores, mas também melhorar a qualidade do descanso e, indiretamente, reduzir irritabilidade, fadiga e piora do humor associadas à privação de sono", afirma Helena Hachul.

Melhorar o sono pode exigir outros cuidados

Embora o novo medicamento represente um avanço no tratamento dos sintomas da menopausa, especialistas ressaltam que nem todos os problemas relacionados ao sono desaparecem apenas com o controle das ondas de calor.

Segundo Luciana Palombini, pneumologista e pesquisadora do Instituto do Sono/AFIP, algumas mulheres continuam apresentando insônia mesmo após a melhora dos fogachos.

"Durante a menopausa podem existir outros fatores que podem contribuir para a manutenção deste quadro, tais como hábitos de sono inadequados e a presença de depressão. Nesta época também é comum a ocorrência de outros distúrbios de sono, como a apneia obstrutiva, que precisam ser identificados e tratados. Se as queixas persistirem, é fundamental investigar outras causas para que a paciente receba o tratamento adequado e, com isso, tenha um sono tranquilo e restaurador", orienta.

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Por isso, além do tratamento para as ondas de calor, a avaliação médica continua sendo fundamental para identificar outros fatores que podem interferir na qualidade do sono durante a menopausa. Dessa forma, cada paciente pode receber um acompanhamento adequado às suas necessidades.

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