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"Não beije bebê que não é seu": alerta de mãe viraliza

Sara Ramalho Rossi compartilhou os riscos de expor recém-nascidos a infecções e enfrentou críticas de familiares e internautas ao blindar a filha após uma perda gestacional

21 mai 2026 - 12h30

"Você sabia que dar um beijinho em um bebê pode transmitir mononucleose, coqueluche, herpes, bronquiolite e várias outras doenças respiratórias?" Foi com esse questionamento direto que a influenciadora digital Sara Ramalho Rossi, conhecida nas redes sociais como Sara Orttiz, acendeu um debate intenso na internet. O tema, que frequentemente gera desconforto e divergências entre familiares, ganhou repercussão após a criadora de conteúdo publicar um vídeo com um pedido claro: "Não beije bebês que não são seus. Nem no rosto, nem nas mãos, nem nos pés".

Alerta de mãe para que as pessoas 'não beijem bebês' viraliza
Alerta de mãe para que as pessoas 'não beijem bebês' viraliza
Foto: Reprodução / Bons Fluidos

Embora o alerta tenha recebido o apoio e o agradecimento de milhares de mães que enfrentaram situações parecidas, a publicação também atraiu críticas e julgamentos de internautas que consideraram as medidas excessivas.

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O trauma por trás do alerta para que 'não beijem um bebê'

Por trás do posicionamento firme nas redes, há uma história real de angústia e proteção. Em entrevista  ao site Crescer, Sara revelou que tomou a decisão de gravar o conteúdo depois de ver a filha, Ana Catarina, hoje com 2 meses, adoecer gravemente com apenas 9 dias de vida. A menina contraiu uma forte gripe logo após receber as primeiras visitas de parentes em casa, em um encontro que nem sequer contou com aglomerações.

A experiência acendeu um sinal de alerta na rotina da família. "Fiquei com trauma e medo", relembrou a influenciadora. A partir daquele momento, ela estabeleceu um protocolo rígido para qualquer pessoa que desejasse se aproximar da recém-nascida: tornou-se obrigatório o uso de máscaras de proteção e a troca por roupas limpas antes do contato com a criança.

Conflitos familiares

As exigências sanitárias, contudo, não foram bem recebidas por todos e geraram atritos no núcleo familiar. "Isso fez com que parte da família da minha filha voltasse contra mim. Escutei muitas coisas que me magoaram muito", desabafou Sara. Entre as cobranças e comentários que a influenciadora precisou ouvir, estavam frases clássicas de tom jocoso como "nem filho de rico tem tanta frescura", "na minha época não era assim" e "prefiro ficar sem ver ela do que usar máscara". Na visão da mãe, a resistência de alguns parentes em cumprir normas simples de saúde transformou a situação em uma desavença desnecessária. Para ela, em determinado ponto, a discussão deixou de ser sobre cuidados médicos e "virou uma disputa de ego".

A necessidade de proteção demonstra-se ainda mais profunda devido ao histórico familiar de Sara. Aos 24 anos, ela enfrentou a dolorosa perda de um filho prematuro que faleceu enquanto estava internado na UTI neonatal. Como Ana Catarina é sua única filha viva, o instinto de blindar a saúde da menina sobrepõe-se a qualquer convenção social ou desejo de agradar terceiros. "Eu fiz esse vídeo para mostrar o que eu tive que passar. Porque as pessoas que julgam foram dormir tranquilas enquanto eu fiquei acordada a noite inteira com a minha filha", ressaltou.

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Em relação às reações negativas e palpites sobre a sua forma de educar e proteger, a influenciadora adota uma postura prática e busca não absorver os ataques. "Geralmente eu ignoro opiniões ruins, apago os comentários e sigo minha vida. Tem gente que gosta de falar sobre o que nem sabe", concluiu. No fim, o relato ultrapassou o aspecto estritamente médico e abriu espaço para uma reflexão necessária sobre o respeito à autonomia das mães, o estabelecimento de limites saudáveis no puerpério e o peso da responsabilidade materna na proteção dos filhos.

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